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Alimentar seu filho somente ao seio até os 6 meses de idade, sem água, chá nem leite em pó e após a introdução de novos alimentos, continuar amamentando até pelo menos 2 anos de idade!

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Terça-feira, Novembro 21, 2006

EXISTE LEITE FRACO?

São muitas as causas de desmame precoce. Fissuras mamilares e dor, por
exemplo, já foram abordadas aqui no nosso blog. Além disso, algumas
mulheres crêem que seu leite não sustenta o bebê. Acreditam que o
leite materno é "aguado", o que é verdade, pois 87% da sua composição
é água - e isto é muito bom.

Outro motivo para a introdução de complemento é que não se está
produzindo a quantidade que o bebê precisa. Tudo isso é mito, são
crenças sustentadas pelo desconhecimento da psicofisiologia da
lactação, do funcionamento do nosso corpo e da glândula mamária. O
maior estímulo para a produção de leite é o bebê sugar. NÃO é tomar
água, cerveja preta, leite ou canjica. Até a mulher desnutrida produz
leite de qualidade. Por isso, é importante saber como o leite é
produzido.

A sucção do lactante estimula a glândula hipófise anterior
(adenohipófise) a liberar o hormônio PROLACTINA, e este atua para que
haja a secreção láctea - leite anterior, ou "leite da frente".
Mas, para que o leite posterior, ou "leite detrás" apareça, não é tão
simples. É preciso que a mãe esteja bem apoiada e confiante. Neste
estado, a hipófise posterior (neurohipófise) libera o hormônio, a
OCITOCINA, que, agindo em outro tipo de células, as musculares, faz
com que o leite seja liberado, ejetado. Este "outro" leite materno é
mais "gorduroso", fazendo o bebê se sentir mais saciado, aumentando o
intervalo das mamadas e ganhando mais peso.

Com isso, podemos concluir que:

- as mamas não são "depósitos" de leite que esvaziam após as mamadas,
e sim "fábricas" que produzem na hora.

- o leite humano é produzido no peito e na cabeça. Em outras palavras,
a amamentação é um ato psicossomático complexo, por isso, são
imprescindíveis: informação, suporte, conforto e um carinho especial
com esta mulher nessa fase tão delicada.

Vamos recuperar a cultura da amamentação?

Extraído do blog do Dr. Marcus Renato:
http://oglobo.globo.com/blogs/saudebebe/default.asp


escrito por Pati Merlin em 9:30 AM
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Amamentar por obrigação

Uma leitora enviou-me uma mensagem sobre as conseqüências da sua
decisão de NÃO amamentar seu filho:

"Gostaria de saber se há alguma norma ou lei que imponha a mulher a
amamentar, ou se ética e juridicamente ela pode ser punida por esta
opção? Ela pode ser acusada de maus tratos, caso não dê o peito?"

Fiquei sensibilizado e perplexo com este questionamento.
A mulher não tem o dever de amamentar, não é uma imposição legal.
Aliás, nenhuma mulher consegue amamentar obrigada.
Em uma maternidade pública do Rio de Janeiro na década de 80 havia uma
placa de acrílico bem visível no corredor do alojamento conjunto que
dizia: "Aleitamento Materno ¿ Direito da Criança, Dever da Mãe".
Felizmente foi retirada, pois é consenso entre os profissionais
devidamente capacitados em Manejo Clínico da Lactação com enfoque de
gênero e noções de técnica de "Aconselhamento" (OMS), que não se força
uma mulher a dar de mamar. Esta é uma opção individual, de foro
íntimo, uma mãe não pode ser ameaçada ou culpabilizada por esta
escolha.

Realmente, a OMS, UNICEF, Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de
Pediatria, recomendam a amamentação exclusiva por 6 meses e continuada
até 2 anos ou mais, contudo, isto não significa que é uma determinação
que tem que ser cumprida. Há leis, como o Estatuto da Criança e do
Adolescente que incentivam o direito da criança em ser amamentada,
mas, daí ser uma imposição à mulher, é inconcebível.

Entretanto, vale a pena refletir os motivos desta decisão, pois isto
pode ajudar a "resolvê-la". Há mulheres que não foram amamentadas, e
em sua família isto não é regra... Outras, acham que "deformam" as
mamas, e isto significa uma interferência em sua sexualidade... Há
casos de depressão pós-parto que podem ser tratados... Há gravidez não
desejada... Muitas não tem o apoio do companheiro, da família, da
sociedade... Outro dia, uma mãe me disse que se sentia "parasitada",
"espoliada" pelo seu bebê que a "consumia"... Do ponto de vista
orgânico, isto não é verdade, porque o aleitamento traz uma série de
benefícios físicos e emocionais para a mulher. No entanto, do ponto de
vista emocional-psíquico, se ela se sentia desta forma, esta sensação
precisava ser acolhida e "trabalhada"...
Já vimos também, que a amamentação não é algo doloroso, que fere a
mulher. Caso isto, estiver acontecendo, uma assessoria competente deve
ser solicitada.

"Nós somos as escolhas que fizemos."
Meryl Streep

Amamentar é um acordo entre mãe e bebê, algo que deve ser prazeroso
para a família e que merece o nosso apoio delicado.

Aguardo seus comentários.
Agradeço as críticas e sugestões de Barbara Tosta.
Paz e bem.

fonte: http://oglobo.globo.com/blogs/saudebebe/post.asp?cod_post=15174

escrito por Pati Merlin em 9:28 AM
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