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Alimentar seu filho somente ao seio até os 6 meses de idade, sem água, chá nem leite em pó e após a introdução de novos alimentos, continuar amamentando até pelo menos 2 anos de idade!
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Lista de Discussão sobre Amamentação
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Mulheres de Peito
Terça-feira, Janeiro 27, 2004
Sexo e amamentação
Uma queixa comum nas mulheres com quem eu converso é a falta de desejo sexual durante o período do aleitamento.Quando apareceu esse assunto para discutirmos, dei uma procurada na internet e...não encontrei rigorosamente NADA.
Claro, tem as perguntas e respostas dos consultórios de ajuda online, ou os FAQ dos sites de amamentação, mas enquanto outros assuntos merecem dezenas de artigos, científicos e de opinião, o sexo durante a amamentação tem sido posto de lado.
Quando alguém pergunta ¿Quando devo parar de amamentar o meu filho?¿, certamente essa pessoa encontra algum tipo de dificuldade com a amamentação.Uma mãe para quem amamentar é prazeroso, cujo filho está crescendo bem e saudável, que consegue conciliar a amamentação, o trabalho e a vida pessoal(e sexual), certamente demorará mais a se questionar sobre o término do aleitamento do que uma cuja vida sexual é inexistente ou insatisfatória desde o parto e que sente além da pressão interna a do companheiro, que, frustrado e sem peito, não consegue entender o que mudou entre eles.
Então vamos começar sendo didáticos, entendendo o que se passa com o nosso organismo:
A natureza nos oferece os meios para que a reprodução seja um sucesso, objetivando a perpetuação da espécie.O sexo, o desejo, o prazer são mecanismos que estimulam a construção das famílias, primeiro do casal e depois com a vinda dos filhos.
Os hormônios são os meios que favorecem esses mecanismos.A testosterona, hormônio do desejo sexual, da libido, da paixão.O FSH e o LH, estimulam o ovário, produzindo óvulos que vão propiciar a reprodução e a ocitocina, responsável pelo desejo sexual ¿regular¿, pelo orgasmo, junto com o ADH, que regula a pressão sanguínea.
Ora, durante o final da gravidez geralmente cai o nível da testosterona, substituída pelo estrógeno e a progesterona, que vão preparar as mamas para a lactação.Começa a produção da Prolactina, que efetivamente vai produzir o leite.Aumenta a ocitocina, que vai ajudar a expulsar o feto durante o parto e a ejetar o leite.O aumento da prolactina diminui o FSH e o LH, parando a produção de óvulos, diminuindo o estrogênio e a progesterona.Tudo isso acontece depois do parto.
Bom, desejo sexual, necas, né?
Ah, mas e a ocitocina?
Cada vez que a mãe vai amamentar o seu bebê ela entra em ação,contraindo os músculos ao redor dos alvéolos, fazendo com que o leite caminhe até o mamilo.
Ué, mas não é a ocitocina que é responsável por parte do prazer e desejo sexual?
Então, não será por isso que a amamentação é uma atividade tão prazerosa?
Bem, então na parte orgânica você está com todos os hormônios que te distinguem como ser sexual em baixa, menos um, que é estimulado quando você amamenta, criando um vínculo de prazer entre você e o bebê.
O seu companheiro não possui esse vínculo, nem com você, nem com o bebê.Ao contrário, está é com um ciúme danado, de você ou do bebê, ou dos dois.Querendo cortar esse vínculo ou ser incluído.
Você enxerga o cara como um chato, que interrompe momentos mágicos de comunhão, como alguém que bate na porta na ¿hora h¿.
O cheiro dele, que antes te deixava maluca, agora te dá asco, blérrrrgh.
Aí você pensa: ¿Tô maluca?¿ ¿Sou tarada?¿
Não, querida, relaxe.No começo é assim mesmo.É o jeito que a natureza encontrou de facilitar a amamentação e de dar um intervalo entre uma gravidez e outra.Depois, do ponto de vista dela(da natureza), o sexo aí não cumpre função reprodutória, sendo desnecessário.
Some a isso o cansaço, as dificuldades dos primeiros tempos, a adaptação do bebê ao mundo e à mãe e teremos um quadro desfavorável ao sexo.
Espere, quer dizer que é sempre assim, não tem jeito?Ah, então nem vou amamentar, não quero nem ter filho!
Ora, jeito tem pra tudo!
Mani
escrito por
Mulheres de Peito em
6:10 PM
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Segunda-feira, Janeiro 19, 2004
Amamentação, Menstruação e Contracepção
E como fica a menstruação durante o período de amamentação? E como fica a amamentação enquanto estamos menstruadas?
Geralmente, a amamentação exclusiva suprime o ciclo menstrual, e em muitos casos até o ciclo ovulatório. Entretanto, para suprimir a ovulação, a amamentação deve seguir os critérios abaixo e só assim pode ser usada como método de contrôle de natalidade.
1-Ser exclusiva, sem chá, água, complemento ou qualquer outro substituto do leite materno
2-O bebê deverá ter menos de seis meses
3-A mulher não deve ter menstruado
4-O bebê deverá mamar pelo menos uma vez na madrugada.
Geralmente, quando essas condições se estabelecem, é possível fazer da amamentação um método anticoncepcional. Mas eu vou confessar-lhes uma coisa:
Eu apesar de ter ficado dentro dos parâmetros, nunca confiei nesse método.
Sempre usei preservativo :-))
Entretanto, a gente tá falando aqui é da questão de menstruar amamentando ou amamentar menstruada.
Quando uma mulher amamenta, geralmente tem seu ciclo suprimido ( como disse anteriormente) e, dependendo de fatores orgânicos pessoais, pode passar sem
menstruar, todo o tempo que amamamenta mesmo que sejam poucas vezes ao dia.
Eu por exemplo, fiquei 11 meses sem ter meu ciclo. Mesmo depois da introdução alimentar, mesmo dando o peito apenas 3 ou 4 vezes ao dia, eu não
menstruava. Tenho uma conhecida que passou dois anos portanto, se sua menstruação demorar a vir e você amamenta, não se preocupe. Não há
necessidade de se tomar hormônios para induzir o ciclo, ou tomar vitaminas(alguns médicos me diagnosticaram anêmica e fiz questão de fazer um
hemograma que deu normal).
Entretanto, a outra situação pode ocorrer, você amamenta e seu período ocorre: Muitas mulheres se perguntam? Pode amamentar menstruada? O leite
muda o gosto? Seca? O bebê toma abuso? Faz mal pra mãe?
O que eu observei acontecer comigo, foi apenas uma redução muito discreta nos vazamentos de leite que eu tinha nos horários que costumava
amamentar(sim, com 11 meses meu peito ainda vazava). Mas apenas isso. Meu bebê continuava mamando, continuava se saciando com o leite nos horários que
mamava, continuava saboreando o leite.
Conheço mulheres que inclusive menstruam mesmo durante o período de amamentação exclusiva e não relataram diferenças em sua quantidade de leite
ou na aceitação do bebê.
Portanto, minha amiga, se você amamenta e sua "regra" ainda não veio, não há com o que se preocupar e se veio...não há com o que se preocupar.
Um grande abraço,
Socorro Moreira
escrito por
Mulheres de Peito em
4:24 PM
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Quarta-feira, Janeiro 14, 2004
Bebê morde quando eu amamento!
Acho que todas nós se não passamos, vamos passar por essa fase!
Você tá muito bem amamentando e de repente.. NHAC!!
O bebê morde sem dó e nem piedade!
Geralmente isso acontece quando os dentes estão apontando e a gengiva já coça e incomoda bastante.
O bebê entra numa fase de experimentar o mundo com a boca.
E a vítima é seu peito!
Não! Você não precisa desmamar por isso! Essa fase passa!
Mas cuidado!
Procure ensiná-lo a não morder seu peito. Caso contrário, você terá um machucado e prejudicará a amamentação.
Não grite, nem faça algo que ele ache engraçado!
Procure não rir quando ele morder!
O bebê procura uma reação para a ação dele!
Se a sua reação é interessante, ele vai morder só para vê-la!
A solução mais eficaz é retirar o peito após a mordida (ou quase mordida) durante um tempo.
Assim que o bebê estiver mais calmo, tente novamente.
Ele só está querendo te chamar a atenção!
Se a sua atenção não for chamada e ainda por cima ele perceber que quando faz isso, fica sem o "mamá" dele, vai pensar duas vezes antes de te morder!
Mulheres de Peito em
3:03 AM
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Sexta-feira, Janeiro 09, 2004
Amamentação ao alcance de todos
(Baseado na palestra de mesmo título feita pelo Prof. Dr. João Aprígio, pesquisador da Fiocruz, no 13° Encontros sobre Gestação e Parto Natural e Conscientes realizado nos dias 28 a 30 de Novembro de 2003 no Rio de Janeiro)
AMAMENTAÇÃO - "é uma categoria híbrida construída com atributos definidos tanto pela natureza, como pela cultura, mediada pela aparelhagem psíquica" (Almeida, 2001).
Segundo a definição adotada a amamentação, ao contrário do que muitos pensam, não é apenas e simplesmente um processo fisiológico natural para o qual toda mulher está apta e preparada. Todas têm sim as condições naturais para fazê-lo, mas a amamentação é mais que isso, envolve toda a história de vida da mulher, sua cultura e, fator importante e fundamental, sua condição e estado psicológico.
É natural que não nos preocupemos com a amamentação em nossas vidas como mulheres e que, mesmo durante a gestação, muitas de nós não nos importemos em buscar informações, ajuda, apoio, cursos e treinamentos sobre como amamentar, sobre quais são os problemas possíveis na amamentação e etc. porque pensamos "temos seios, funcionam, estão cheios de leite, o bebê vai nascer e vai mamar".
Mas não é bem assim na prática!!
Esbarramos com dificuldades resultantes normalmente da estrutura da sociedade em que vivemos e fomos criadas, estamos sempre cercadas de pessoas que "sabem muito sobre a amamentação", que têm conselhos e fórmulas caseiras para ajudar e que ao mesmo têm o poder de decretar se temos ou não leite suficiente, se o nosso é ou não e fraco e por aí vai.
Sabemos que tudo isso é tabu e que na maioria das situações quase todas as mulheres podem amamentar. Não existe leite fraco, não existe pouco leite, o que é existe é falta de informação, falta de apoio, de incentivo e palpites quase sempre errados nos ditando o que fazer. Procure ajuda nos bancos de leite, com as consultoras de amamentação, nos sites que indicamos e não desista!
O tripé para o sucesso na amamentação é formado por PROMOÇÃO + PROTEÇÃO + APOIO.
É preciso promover a importância de amamentação, proteger e assegurar os direitos para garanti-la e, por fim, é preciso apoiar e estimular as mulheres para que elas amamentem.
A amamentação é importante para regular várias funções no bebê, que serão importantes para seu crescimento e desenvolvimento, originando um adulto ainda mais saudável e equilibrado.
Por exemplo, o controle e a regulação do apetite de um bebê se faz durante a amamentação. Cerca de 99% do leite materno é produzido na hora em que o bebê mama (por isso dizemos também que não há pouco leite - quanto mais o bebê mama, mais a mama é estimulada a produzir leite!), ou seja, não há uma "cisterna" de leite materno.
Essa produção é regulada também pela aparelhagem psíquica da mãe, e por isso é importante que na hora de oferecer o seio ao bebê a mãe esteja em um ambiente tranqüilo, relaxada, confortavelmente posicionada...
1/3 da capacidade gástrica do bebê é completada com ar no momento de mamar no seio, quando ele chega ao momento de satisfação gástrica, ou seja, à sensação de estômago cheio, satisfeito, o bebê mama mais ainda e chega então ao que chamamos de "leite do final", rico em gordura; este leite rico em age sobre a as papilas gustativas do bebê, que reconhecem sua composição diferenciada e então fecham o ciclo informando ao organismo do bebê que ele está saciado.
Quando alimentamos nosso bebê com fórmulas, esse equilíbrio e regulação ficam prejudicados porque as fórmulas prontas não são como o leite materno, que a cada momento da mamada tem sua composição modificada.
Início do leite = SOLUÇÃO (basicamente água e agentes de proteção imunológicos)
Final do leite = EMULSÃO (basicamente gordura)
Para finalizar, agora que já falei o que é amamentação como processo e seu alcance em termos de importância fisiológica, física, é importante falar de seu alcance em termos de importância na formação do indivíduo.
Como se constrói um Ser Humano? Como criamos pessoas boas a partir de nossos bebês? Quantos tempos são necessários à constituição do sujeito humano? E destes tempos, quais são decisivos para a formação de seu caráter? Como avaliar em gerações o impacto do distanciamento das atividades humanas mais simples como gestar, parir e amamentar?
E se tudo isso for mecanizado e tratado apenas tecnologicamente, como serão os Seres Humanos construídos nesse mundo?
A amamentação e os vínculos que com ela se formam, são importantes e têm seu papel na modulação do metabolismo, na formação do indivíduo, no estabelecimento de sua inteligência emocional, sua personalidade e, num sentido mais amplo, na construção biológica do social.
Amamentação, um direito e um prazer ao alcance de todos!
Bartira
escrito por
Mulheres de Peito em
8:41 PM
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Terça-feira, Janeiro 06, 2004
Meu bebê mama exclusivamente no seio, mas ganhou pouco peso, e agora?
Normalmente nos primeiros seis meses, a criança ganha entre 20 e 30 gramas por dia, ou seja, chega a engordar mensalmente de 600 gramas a 900 gramas. Caso a criança adoeça (infecções, resfriados e diarréias) pode ganhar menos peso nesse período, o importante mesmo é não parar de amamentar e oferecer o peito sempre, dessa forma o bebê se recuperará mais rápido, afinal seu leite é um santo remédio. Brevemente o ganho de peso se normalizará.
Caso o bebê mame exclusivamente na mãe, não estando doente e mesmo assim não ganhar peso, deve-se verificar se ele está mamando corretamente:
Em primeiro lugar devemos observar se o bebê tem uma boa pega:
- Não apenas o mamilo, mas parte da aréola deve estar na boca do bebê, ou seja, deve se ver o mínimo possível da aréola ao amamentar;
- O corpinho do bebê deve estar totalmente unido ao da mãe;
- O bebê deve estar tranqüilo e bem relaxado, deve dar chupadas fortes e espaçadas;
- A boquinha do bebê deve estar bem aberta, ela e a mandíbula deverão estar encostadas no peito;
- O bebê não deve fazer "barulho" ao mamar;
- Se há uma boa pega, a mãe não sente dor nos mamilos (só pequenas fisgadas no início).
- Ao largar o mamilo, ele deve estar alongado e redondo.
Vejam mais informações sobre a pega aqui.
Devemos observar também, se ele está mamando em cada seio até esgotá-lo completamente, antes de passar para o outro. É importante que o bebê mame o leite do último estágio que é rico em gordura, fundamental para seu ganho de peso e crescimento.
Outra questão importante é o posicionamento da mamãe e do bebê:
- A mamãe deve estar confortável, relaxada e sentada numa poltrona ou cadeira que lhe dê apoio.
- O bebê deverá passar o bracinho inferior na cintura da mamãe, deverá estar na mesma altura da mama e se sentir seguro.
Se qualquer um desses itens estiver acontecendo, basta corrigi-lo. Você poderá ser bem orientado no banco de leite humano de sua cidade ou numa clínica especializada em aleitamento materno. Algumas crianças apresentam também um "biótipo mais esbelto". Mamam bem, mas ganham pouco peso, são saudáveis e nunca serão gordas. O sonho de toda mãe é ter um bebê redondinho, cheio de dobrinhas, mas lembre-se que há o fator genético em jogo.
Gordura não é sinal de saúde. Se disserem que seu leite não é suficiente, não acredite. Lembre-se que toda ação causa uma reação; quanto mais o bebê mama, mais leite será produzido. Não há alimento mais perfeito que o seu leite pro seu filho. A complementação (leite industrializado, chás, água) poderá colocar em risco o aleitamento.
Para que você produza bastante leite, basta tomar muita água, ter uma dieta rica em nutrientes, descansar e QUERER AMAMENTAR.
Questione o seu pediatra se ele quiser receitar qualquer tipo de complemento, não aceite pacificamente palpite que coloque em risco a amamentação exclusiva até o sexto mês.
Pro seu filho, seu leite basta!
Mirka
escrito por
Mulheres de Peito em
8:35 PM
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