Mães que ajudam outras mães a amamentar!

Visitantes: on-line

Recomendação da OMS

Alimentar seu filho somente ao seio até os 6 meses de idade, sem água, chá nem leite em pó e após a introdução de novos alimentos, continuar amamentando até pelo menos 2 anos de idade!

Bancos de Leite

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Segunda-feira, Janeiro 12, 2009

- COMUNICADO -

Estou cancelando minha conta no Globo.com e não sei se depois disso terei acesso ao Blogger para postar nesse blog.
Deixarei o material aqui publicado porque acredito que ainda pode ser útil para quem busca informação sobre Amamentação.
Precisando entrar em contato, meu email é bartirac@gmail.com.

Abraço,
Bartira


escrito por Bartira em 11:27 PM
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Quinta-feira, Agosto 30, 2007

Amamentação: A Primeira Hora





"Início precoce e aleitamento materno exclusivo por seis meses pode salvar mais de UM milhão de bebês!"

Não deixe de ler o folder de ação da WABA, para 2007, em português, com ótimas informações sobre o tema!


escrito por Bartira em 11:50 PM
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Sexta-feira, Agosto 03, 2007

Doar leite: um gesto que pode salvar vidas


Por: Roberta Monteiro
Fonte: http://www.iff.fiocruz.br/textos/doa_1.htm



"Cada vez que o meu leite sobra penso nas vidas que posso ajudar a salvar". Com este pensamento, a advogada Márcia Maria Maranhão, de 27 anos, tornou-se, neste mês, a maior doadora do Banco de Leite Humano (BLH) do Instituto Fernandes Figueira (IFF), unidade materno-infantil da Fiocruz. Em um momento em que o BLH precisa aumentar o número de doadoras, mulheres como Márcia, que fornecem o leite excedente aos bancos, são grandes exemplos para outras mães, porque por meio dessas doações é possível contribuir para o desenvolvimento saudável dos bebês prematuros e recém-nascidos, e até salvar vidas.

Márcia conta que procurou o IFF por considerar o leite materno uma fonte de proteção e de saúde e, por isso, passou a se preocupar também com as mães que não podem ou não conseguem amamentar. Desde que se tornou uma doadora, há um mês, ela já doou 17 litros de leite, o que significa que pelo menos 57 bebês foram beneficiados pelo seu gesto de amor, já que eles necessitam em média de 300 mililitros por dia. "Eu sempre tive muito leite e já cheguei até mesmo a jogá-lo fora por não conhecer nenhum banco", esclarece Márcia.

O número de doações de leite cresce a cada ano. Em 2005, foram registradas no BLH do IFF mais de duas mil doações, e nos três primeiros meses deste ano foram contabilizadas 370. "Meu filho tem uma saúde de ferro e acredito que seja por causa do leite. Ele nunca fica doente, mesmo quando alguém em casa está. Doando o meu leite, sei que não vai faltar para o meu filho e estarei ajudando outras pessoas", conclui Márcia.

Segundo a pediatra Isa Yoshikawa, cada mamada é uma vacina que tem substâncias que protegem o bebê contra algumas doenças. "O leite materno é recomendado em regime exclusivo nos seis primeiros meses de vida. Após este período até os dois anos ou mais, a amamentação deve ser complementada por outros alimentos e não substituída por eles", esclarece Yoshikawa. Entre os benefícios da amamentação para o bebê, a pediatra destaca a diminuição dos riscos de futuras doenças alimentares, coronarianas e crônicas, como diabetes e linfomas, e evita a desnutrição e a obesidade. Para a mãe, reduz o risco de hemorragia pós-parto.

Desde 1985, a Fiocruz investe e trabalha no campo da pesquisa e do desenvolvimento, o que tornou possível hoje o Brasil possuir a maior rede de BLH, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). "Nossa metodologia de baixo custo pode ser aplicada nas diferentes regiões do país e da América Latina", afirma o chefe do BLH do Instituto e coordenador nacional da rede de Bancos de Leite Humano, João Aprígio Guerra Almeida.

A equipe do BLH do IFF tem como objetivo apoiar e promover o aleitamento materno. Para isso, conta com o apoio do programa Bombeiro Amigo do Peito, que passa diariamente nas casas das doadoras que moram no Estado do Rio de Janeiro para recolher o leite fornecido. As mães interessadas em doar o excesso de leite ou receber qualquer tipo de orientação em relação à amamentação, podem ligar gratuitamente para o SOS Amamentação, pelo telefone 0800 268877.

escrito por Bartira em 11:05 AM
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Domingo, Julho 29, 2007

Matrice promove encontro no MASP durante a Semana Mundial de Aleitamento Materno – SMAM 2007


Fonte: http://www.partodoprincipio.com.br/conteudo.php?src=matrice&ext=html



Matrice, grupo de apoio à amamentação, promove um encontro para celebrar o tema “Amamentação na Primeira Hora, Proteção sem Demora” no MASP (Museu de Arte de São Paulo) no sábado, dia 4 de agosto, às 9h00hs. A ação faz parte da programação da Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM), que é coordenada mundialmente pela WABA (Aliança Mundial Pró Aleitamento Materno) e que acontece de 1 a 7 de agosto. Nesta edição da SMAM, os holofotes estarão sobre a importância da amamentação na primeira hora de vida do bebê.

O objetivo do evento é chamar gestantes, mães, maridos, filhos e demais parentes e amigos para uma roda na qual sejam discutidas questões referentes ao tema central do encontro. Pessoas que atuam na área de saúde e na área de assistência ao parto e pós-parto estarão presentes para compartilhar experiências e visões distintas.
A Matrice também promoverá uma série de atividades na ocasião. As crianças serão convidadas a pintarem suas mãos em um mural de tecido,simbolizando um abaixo-assinado, haverá música ao vivo e todos participarão de sorteio de brindes Segundo a WABA, a amamentação na primeira hora é um tema de extrema relevância social, já que a ação estimula a produção do leite, a contração do útero (reduzindo o risco de sangramento intenso) e a eliminação do mecônio (primeira evacuação do bebê). Nessa primeira hora de vida, o reflexo de sucção do bebê é mais forte e eficaz e contribui para estabelecer uma “pega” apropriada.

“Além disso, amamentar o bebê na primeira hora é um grande passo, que garante uma relação de amamentação de sucesso e a proteção imunológica de que o bebê necessita assim que nasce”, explica Fabiola Cassab, uma das fundadoras da Matrice. “Isso evita doenças como poliomielite, o virus Coxsakie do gênero dos Enterovírus, a E. Coli patogência, as Salmonelas e as Shigellas”, completa.

Para Analy Uriarte, outra fundadora da Matrice, existem ainda outras indicações para a amamentação logo que o bebê nasce: o forte vínculo emocional que se cria entre mãe e bebê. “Mesmo que o bebê nasça de uma cesariana, ele pode ir para o colo da mãe, receber seu calor, seu amor, sentir sua pele”, avalia. “Mamar suaviza sua entrada neste mundo tão diferente do útero. No colo da mãe, o coração do bebê se acalma, sua temperatura se estabiliza e sua respiração encontra um ritmo adequado, benefícios que nenhum berço aquecido consegue imitar”, finaliza.

De acordo com a recomendação da OMS (Organização Mundial de Saúde), todas as rotinas com o bebê, tais como lavá-lo, pesá-lo, ministrar-lhe injeções e colírios, devem ser evitadas até o bebê mamar ou pelo menos durante a primeira hora de nascimento.

Segundo Tereza S. Toma, pesquisadora do Instituto de Saúde/SES-SP e membro da IBFAN Brasil, a Meta de Desenvolvimento do Milênio 4 é reduzir em dois terços a mortalidade de crianças menores de cinco anos até 2015. Dados mundiais apontam que entre as 10.9 milhões de mortes de menores de cinco anos de idade, 4 milhões ocorrem durante o primeiro mês de vida. “Estudos recentes apontaram que, se todas as mulheres iniciassem a amamentação na primeira hora, um milhão, ou seja, um quarto das mortes de recém-nascidos poderia ser evitada”, alerta Ana Basaglia, outra fundadora da Matrice.

A ação da Matrice conta com o apoio do Gama, do Ibfan, do Senac, entre muitas outras empresas.

Serviço:
Comemoração da SMAM2007 com a ação “Amamentando no Masp”

Local: vão livre do MASP (Av. Paulista, 1578 - São Paulo – SP/ tel. (11) 3251.5644 / Fax. (11) 3284.0574)

Dia: Sábado, 4 de Agosto

Horário: das 9h às 12h

Programação:
Abaixo-assinado das crianças com Hora da Primeira Mamada.
Roda de conversas com várias atividades como histórias e depoimentos de mães e profissionais.
Parabéns para nossa representante da primeira hora com apresentação musical e bolo.

Telefones para mais informações:
Fabíola Cassab (11) 9622 3737
Ana Keunecke (11) 9200.1258/3611.3865

Apoio para a imprensa:
Sabrina Feldman (11) 7730-8532
http://www.matrice.wordpress.com


escrito por Bartira em 12:06 AM
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Quarta-feira, Junho 13, 2007

Novo blog.
Passo a postar em De peito Aberto.
Venham visitar!
bjs
Pata

escrito por Pati Merlin em 10:53 AM
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Sexta-feira, Maio 11, 2007

Com base em iniciativa do MATRICE, grupo de apoio à amamentação de São Paulo, e pegando carona da exibição dos vídeos, parte da Semana Mundial pelo Respeito ao Nascimento (iniciativa, em Recife, da Rede Parto do Princípio e do Instituto Nômades), nós, mamães e mamíferas, resolvemos convocar para o ato:

"AMAMENTANDO NO PARQUE" - Mamíferos em ação

Um encontro de mães que amamentam (ou amamentaram) e que querem ajudar a promover a amamentação na primeira hora como prática comum para mães e bebês recém-nascidos.

Onde? No Parque da Jaqueira, pista de patinação
Quando? dia 13 de maio, Dia das Mães, às 17h

Contato: Nélia de Paula: 81 - 96566156 / Thayssa Carvalho: 81 - 99219295

No mesmo dia, também no Parque da Jaqueira, na pista de patinação (entrar pelo portão principal, da Rua do Futuro), serão exibidos os vídeos de curta duração, alternadamente, das 18 h às 20 h:

"Denuncie os maus-tratos no nascimento". Trata-se de entrevistas com mulheres que tiveram diferentes experiências de parto (algumas traumáticas, outras positivas; algumas em maternidades públicas ou particulares, outras em casa) e com uma obstetra e professora de obstetrícia, sobre os direitos da mulher no parto. O vídeo foi produzido pelo Movimento Curador em parceria com o Instituto Nômades e a Rede Parto do Princípio.

"Parir pode rimar com prazer", o qual trabalha os direitos da usuária do SUS no parto - foi produzido pela ONG Loucas de Pedra Lilás.

Informações sobre os vídeos:

Rede Parto do Princípio - Júlia Morim
Fone: (81) 9258.7457
E-mail: julia@partodoprinci pio.com.br

Instituto Nômades ¿ Daniella Gayoso
Fones: 3454-2505 / 9973-8035
E-mail: instituto.nomades@ oi.com.br

Abaixo, texto da convocatória original, do Grupo MATRICE:

O Ritual do Início
Ao pensarmos no início da vida, nos rituais que acontecem na hora do
nascimento, pensamos em quem vai cortar o cordão umbilical e como será o
primeiro banho. Mas existe um outro ritual que antecede esses, que é o
primeiro encontro entre Mãe e Filho, o primeiro olhar, o primeiro abraço, os
primeiros sons, cheiros, carinhos, pele com pele e boca no peito, a primeira
mamada.
É na primeira hora depois do nascimento que mãe e filho estão fisicamente
mais prontos para enfrentar o início de um nova relação, a relação do leite
materno, a relação do bebê agora fora da barriga e finalmente no colo.
No colo o bebê conhece o rosto da sua mãe, seu olhar e seu carinho.
(Não permita o uso de colírio antes do seu bebê ter a chance de olhar para
você. Questione o uso do colírio)
No colo o bebê sente o cheiro da sua pele e procura instintivamente o seio
onde irá receber o colostro, sua primeira imunização.
(Informe-se sobre as vantagens do colostro como primeiro alimento para seu
bebê. Não permita que outro alimentolhe seja dado, além do seu leite, nos
primeiros dias de vida)
No colo e no contato pele com pele o coração do bebê se acalma, sua
temperatura se mantêm, sua respiração encontra um ritmo, benefícios que
nenhum berço aquecido consegue imitar.
(O programa mãe-canguru baseia-se no uso do colo com melhor espaço para
desenvolvimento de um bebê, prematuro ou não)
O colo na primeira hora é o espaço que mãe e bebê precisam para estabelecer
uma amamentação de sucesso.
(Todas as rotinas com o bebê: lavar, pesar, injeções e medições devem ser
evitadas até o bebê mamar ou pelo menos durante a primeira hora.
Recomendação da OMS)

VOCÊ SABIA QUE:
" O recém-nascido deve ser amamentado ainda na sala de parto, imediatamenteapó s o nascimento, pois o colostro apresenta proteínas de caráter imunológico, proporcionando a defesa necessária ao bebê.
" O período em que o bebê permanence sem mamar chama-se hiato imunológico, período preocupante, pois a criança está indefesa aos agentes externos, ficando assim suscetível a várias doenças, como a poliomielite, o virus Coxsakie do gênero dos Enterovírus, a E. Coli patogência, as Salmonelas e as Shigellas.

" Amamentar o bebê imediatamente após seu nascimento estimula:
- A produção do leite;
- A contração do útero (reduz o risco
de sangramento intenso);
- A eliminação do mecônio (primeira evacuação do bebê).

"Nessa primeira hora de vida, o reflexo de sucção do bebê é mais forte e
eficaz e contribui para estabelecer uma "pega" apropriada.

Convite à Ação

Este ano a WABA* lançou a Semana Mundial da Lactância Materna (SMA 2007)
comemorada em Agosto com o tema "Amamentando na Primeira Hora Salvamos um
Milhão de Bebês!"
Queremos convidar grávidas(os), mães, pais, mulheres, jovens e crianças a
participarem do nosso primeiro Amamentando no Parque: Um encontro de mães
que amamentam (ou amamentaram) e que querem ajudar a promover a amamentação
na primeira hora como prática comum para mães e bebês recém-nascidos. Esse será o primeiro de vários encontros que serão realizados daqui até Agosto em celebração à SMA 2007 promovendo a amamentação na primeira hora. Para garantir uma amamentação bem-sucedida e um nascimento mais pacífico, mãe e bebê, juntos na primeira hora!

Onde: Parque da Água Branca "Feira de Orgânicos"
Quando: Sábado, dia 12 de Maio, Véspera do Dia das Mães
Hora: das 9:00 - 12:00hs

Atividade: venda de produtos e adesivos com o logo internacional de
amamentação, com o dinheiro faremos panfletos para informar mais grávidas da amamentação na priemira hora!!!
Manifesto Conjunto: responda à pergunta: Por quê Amamentar?
Inscrição: faça sua inscrição no local para continuar sendo informado dos
nossos próximos eventos Amamentando no Parque.
Se você participa de um grupo de mães em outra cidade que apóia as
recomendações da OMS em relação ao parto e amamentação, entre em contato conosco para ampliar essa ação... vamos nos dar as mãos!

* A Aliança Mundial Pró Aleitamento Materno (WABA - www.waba.org. my) é uma rede global de indivíduos e organizações relacionada com a proteção,
promoção e apoio da amamentação no mundo todo baseado na Declaração de
Innocenti, nas Dez Diretrizes para Nutrir o Futuro (Ten Links for Nurturing
the Future) e na Estratégia Global para Alimentação do Lactante e da Criança
Pequena da OMS/UNICEF.
WABA possui categoria de consultor para o Fundo das Nações Unidas para a
infância (UNICEF), e como ONG, tem categoria de consultor especial diante do
Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC).

M A T R I C E
Ação de apoio à amamentação
reuniões todas as sextas feiras
das 14:30 às 16:30
fone: 11 96223737
MSN: fcassab@hotmail. com



escrito por Pati Merlin em 9:19 AM
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Domingo, Março 25, 2007

Sobre amametação



Não deixem de conferir a linda animação feita pelo OGlobo Online que explica sobre a psico-fisiologia e técnica da lactação. É uma animação muito bem feita, bem didática e absolutamente esclarecedora.

Confiram aqui ou cliquem na imagem ao lado...

Com agradecimentos especiais à Flávia Oliveira!

escrito por Pati Merlin em 5:40 PM
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Terça-feira, Março 20, 2007

Seminário - Segurança alimentar na infância: do leite materno ao alimento regional

Data: 17 de abril de 2007
Local: SENAC, Rua Dr. Vila Nova nº 228, Vila Buarque, São Paulo/SP.
Inscrições gratuitas com: Siomara, Cláudia ou Rosângela, das 8 às 13 horas (fones: 32932283, 329232274 ou 3293 2232).

8:00 ¿ Recepção

8:30 ¿ Semana Mundial de Aleitamento Materno

Coordenadora: Siomara Roberta de Siqueira, psicóloga, Instituto de Saúde e IBFAN

Amamentação à luz da primeira hora: introdução ao tema da SMAM 2007
Palestrante:Tereza Setsuko Toma, pesquisadora do Instituto de Saúde e membro da IBFAN

Amamentação e ações educativas: o projeto SENAC
Palestrante: Jorge Carlos da Silveira Duarte, Gestor da Área de Desenvolvimento Social, SENAC-SP

9:15 ¿ Perguntas e respostas
9:30 ¿ Política de alimentação e nutrição e estratégias para incentivar o uso de alimentos regionais na alimentação complementar

Coordenadora: Jeanine Salve, nutricionista, IBFAN
Palestrante: Ana Beatriz Vasconcellos, coordenadora do CGPAN, Ministério da Saúde
10:15 ¿ Perguntas e respostas
10:30 ¿ Intervalo
11:00 ¿ Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância: resultados do primeiro
monitoramento oficial do Ministério da Saúde

Coordenadora: Marina Ferreira Rea, pesquisadora do Instituto de Saúde, membro da IBFAN

Palestrantes: Maria José Delgado Fagundes Gerente da Gerência de Propagandas

GPROP/Anvisa

Renata de Araújo Ferreira,nutricionista, especialista em Regulação e Vigilância Sanitária ¿GPROP/Anvisa
12:00 ¿ Perguntas e respostas
12:15 ¿ A construção da Rede Latino-americana de Bancos de Leite Humano e sua expansão na península ibérica

Coordenadora: Rosana De Divitiis, cientista social,coordenadora da IBFAN Brasil

Palestrante: João Aprígio Guerra de Almeida, coordenador da Rede Nacional de BLH,Fiocruz

13:00 ¿ Perguntas e respostas
13:15 ¿ Encerramento

Realização: IBFAN Brasil
Apoio: Instituto de Saúde e SENAC-SP


escrito por Pati Merlin em 3:39 PM
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Quinta-feira, Fevereiro 22, 2007

A MULTIMISTURA DA PASTORAL DA CRIANÇA.

A MULTIMISTURA OU NUTRIMISTURA É UM COMPOSTO DE FARELOS:
fubá, farelo de arroz, farelo de trigo, proteÍna de soja e gelatina natural (dependendo da região são adicionados ingredientes tipicos).
Além da questão da amamentação, tambem é usada para tirar crianças da desnutrição, promover o crescimento dentro e fora do útero, aumentar a resistência à infecções.
Os produtos quando chegam em casa (arroz, farinha de trigo), chegam refinados, todos nutrientes ficam nos farelos, comprovando que os farelos são ricos em vitaminas, proteínas, etc.
A Pastoral da Criança através de estudos com um grupo de nuticionistas, criou a MULTIMISTURA com baixo custo e eficácia.

Todas as mães tem leite, mas é importante lembrar:
Se a mãe usar a Multimistura na gravidez, o leite desce mais depressa.
A mãe não deve ter pressa se o leite demorar a chegar.
O bebê tem pouca fome quando nasce.
A calma é importante na amamentação.
O bebe não deve tomar chá ou água, o que precisa é SUGAR O PEITO PARA O LEITE DESCER (desenvolvendo tambem toda a musculura do maxilar, ter boa formação da dentição, não dormir de boca aberta).
A mãe precisa tomar bastante líquido (chá, água, leite, suco)
O leite da mãe NUNCA É FRACO, apesar de ser ralo. A cor e a quantidade podem mudar entre uma mamada e outra.

PARA AUMENTAR O LEITE:
Tomar uma colher de sopa da Multimistura com um copo de liquido uma hora ANTES DE CADA MAMADA.
No primeiro dia tomar 5 a 6 vezes; no segundo tomar 3 a 4 vezes; e do terceiro dia em diante usar 1 a 2 vezes.
Além disso usar o farelo em todas as refeições, 1 a 2 colheres de sopa por dia.

Existem também o PÓ DA CASCA DO OVO E O PÓ DA FOLHA DA MANDIOCA, são alternativas de alto valor nutritivo (veja uma tabela de valores nutritivos: a folha da mandioca tem mais vitaminas do que a raiz).

Assim o bebê, até os 6 meses, deve receber unicamente o leite materno, que é o unico alimento completo que existe.
Aliás o leite materno DAQUELA MÃE é um anticorpo exclusivo para aquela criança, naquela casa. Não existem dois iguais no mundo.
Depois de 6 meses o bebê e precisa de outros alimentos, mas deve continuar sempre que possivel, e não precisa de leite de vaca (que é pra bezerro) em pó ou de saquinho.

escrito por Pati Merlin em 8:00 PM
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Domingo, Fevereiro 04, 2007

Este texto foi retirado do blog da Carla, mãe da Luiza e da Marina.
http://coisasdamaternidade.blogspot.com/

Sutiãs para amamentar
Em três anos de amamentação, eu acho que já usei todos os tipos de sutiã, hehe.
Resolvi colocar aqui a minha opinião a respeito deles.
Em primeiro lugar, não vamos esquecer que é importantíssimo que o sutiã realmente de sustentação às mamas. Parece óbvio, mas cansei de ver mulher com sutiâ frouxo ou grande. Também não pode usar sutiã apertado, pois pode comprometer o fluxo do leite e causar uma mastite. Escolha um sutiã do tamanho certo e que seja confortável.
Talvez seja bom esperar o bebê nascer pra comprar os sutiãs, pois os seios podem aumentar ainda mais com a descida do leite. Mas pode também não aumentar.
Eu segui os conselhos da vendedora na primeira vez em que comprei os tais e me dei mal. Ela me garantiu que depois que o bb nascesse meus seios aumentariam dois numeros, lá fui eu e comprei aqueles porta peitos enooooooormes. Maaaaaaas, meus peitos aumentaram praticamente tudo o que podiam durante a gravidez e não muito depois do parto.
Conclusão? Fiquei lá com dois trecos jogados na gaveta, já que tinha tirado as etiquetas e lavado e não podia mais trocar.
Pelo menos no meu caso, meus peitos ficaram mudando de tamanho nesses três anos. Foi gravidez, início de amamentação, amamentação prolongada, amamentação grávida e amamentação de duas. A dica é sempre trocar de sutiã para o que melhor se adaptar à situação.

De todos os sutiãs que experimentei, segue um comentário:


Esse foi o primeiro que usei. É legal, é discreto, sustenta, mas eu acho feio. O que tem que cuidar nesse modelo, é que se o seio for grande ou estiver muito cheio, ele dá uma estrangulada e pode atrapalha na descida do leite, podendo causar ingurgitamento mamário ou até mastite.



Esse não é tão discreto, mas não é tão feio, hohoho. Eu prefiro esse com abertura total, pois facilita também o contato com o bb.



Esse eu detestei!!! Apesar de bonito, não é nada prático. Ele fecha na frente com dois botõezinhos de pressão. O problema é segurar o bb e fechar o bendito com uma mão só. Ou eu é que sou retardada, ou é muito difícil mesmo, hehe.



Esse é o meu predileto!!! Transpassado, nada de botão! Puxa pra abrir, puxa pra fechar e pronto. Fácil, confortável, sustenta e é bonitinho.


escrito por Pati Merlin em 6:23 PM
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Segunda-feira, Janeiro 22, 2007

A Iniciativa do Hospital Amigo da Criança é para serviços de
maternidade que estimulam o Aleitamento Materno.


http://www.unicef.org/brazil/ihac.htm

Iniciativa Hospital Amigo da Criança - IHAC - foi idealizada em 1990
pela OMS (Organização Mundial de Saúde) e pelo UNICEF para promover,
proteger e apoiar o aleitamento materno. O objetivo é mobilizar os
funcionários dos estabelecimentos de saúde para que mudem condutas e
rotinas responsáveis pelos elevados índices de desmame precoce. Para
isso, foram estabelecidos os Dez Passos para o Sucesso do Aleitamento
Materno.

A IHAC soma-se aos esforços do Programa Nacional de Incentivo ao
Aleitamento Materno (PNIAM/MS), coordenado pelo Ministério da Saúde
para:

-informar profissionais de saúde e o público em geral;
-trabalhar pela adoção de leis que protejam o trabalho da mulher
que está amamentando;
-apoiar rotinas de serviços que promovam o aleitamento materno;
-combater a livre propaganda de leites artificiais para bebês, bem
como bicos, chupetas e mamadeiras.

Dez Passos para o Sucesso do Aleitamento Materno dentro das instituições.

1. Ter uma norma escrita sobre aleitamento materno, a qual deve ser
rotineiramente transmitida a toda a equipe do serviço.

2. Treinar toda a equipe, capacitando-a para implementar esta norma.

3. Informar todas as gestantes atendidas sobre as vantagens e o manejo
da amamentação.

4. Ajudar as mães a iniciar a amamentação na primeira meia hora
após o parto.

5. Mostrar às mães como amamentar e como manter a lactação, mesmo
se vierem a ser separadas de seus filhos.

6. Não dar a recém-nascido nenhum outro alimento ou bebida além do
leite materno, a não ser que tenha indicação clínica.

7. Praticar o alojamento conjunto - permitir que mães e bebês
permaneçam juntos 24 horas por dia.

8. Encorajar a amamentação sob livre demanda.

9. Não dar bicos artificiais ou chupetas a crianças amamentadas.

10. Encorajar o estabelecimento de grupos de apoio à amamentação,
para onde as mães devem ser encaminhadas por ocasião da alta
hospitalar.


escrito por Pati Merlin em 1:36 PM
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Sexta-feira, Janeiro 12, 2007

Bebês amamentados crescem mais felizes.

Crianças amamentadas por suas mães, por pelo menos seis meses, têm uma saúde mental "significativamente melhor", do que aquelas que não foram amamentadas. Além disso, têm uma menor probabilidade de exibir problemas como comportamento anti-social e delinqüência.

Estas são as conclusões de um estudo realizado pelo Telethon Institute for Child Health Research em Perth, na Austrália. Os investigadores acompanharam o crescimento e o desenvolvimento de mais de 2.500 crianças australianas, durante os últimos dezesseis anos. Os investigadores disseram que o leite materno parece representar um papel importante no crescimento do cérebro, durante o primeiro ano de vida de uma criança.

A pesquisa verificou, que crianças que foram amamentadas por menos de seis meses, tinham uma probabilidade 55% maior de ter problemas de saúde mental ao atingirem os 6 anos de idade, quando comparadas com as amamentadas por 6 meses ou mais.

O estudo também observou que crianças que não foram amamentadas durante seis meses ou mais, tinham uma probabilidade 61% maior de exibir problemas de comportamento anti-social, ao redor dos 8 anos.

O comunicado do Instituto pode ser encontrado no endereço http://www.ichr.uwa.edu.au/news/news.lasso?id=213

Fonte: Telethon Institute for Child Health Research.



escrito por Pati Merlin em 8:55 AM
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Quarta-feira, Dezembro 27, 2006

Homem começou a beber leite há 3 mil anos.

Uma equipe de geneticistas da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, concluiu que os seres humanos começaram a digerir leite na idade adulta há três mil anos, aproximadamente. Segundo o estudo, a descoberta é um exemplo notável de uma prática cultural (a criação de gado leiteiro) interferindo no genoma humano.
De acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo, os seres humanos perdem a capacidade para digerir a lactase logo após o desmame. Isso acontece porque a enzima gene da lactase, que separa o açúcar do leite, não é mais necessária. No entanto, quando o gado começou a ser domesticado pela primeira vez, há cerca de 9 mil anos, as pessoas começaram a consumir leite e carne dos animais. Nesse momento, uma seleção natural favoreceu uma mutação que fez com que esse gene se mantivesse ativo.

Há indícios também de que seja a primeira vez que uma mudança nas características genéticas tenha ocorrido em duas ou mais populações distintas. Até 2002, pensava-se que o precursor na modificação genética era um povo que viveu no centro-norte do continente europeu entre 5 mil e 6 mil anos. Entretanto, o estudo conduzido pela pesquisadora Sarah Tishkoff descobriu, depois de realizar teste em grupos étnicos da África, três mutações indepentendentes entre si e da mutação européia, que mantém o gene da lactase permanentemente ligado.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1319417-EI296,00.html



escrito por Pati Merlin em 10:15 AM
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Segunda-feira, Dezembro 18, 2006

NATAL, ESPERANÇAS RENOVADAS!

Hoje eu resolvi escrever sobre coisas que andam pela minha cabeça...
Vou dar um tempinho nos artigos e matérias e falar de experiência, conhecimento e crenças.

As matérias publicadas no blog são somente um chamariz, uma forma de concentrar as informações e ajudar na busca de quem precisa de apoio.
Mas a parte mais importante do apoio prestado neste blog, é feita quando a gente responde às perguntas das pessoas no livro de visitas.

Ultimamente eu tenho postado as respostas praticamente sozinha. Quando um assunto é particularmente delicado, quando uma mulher está precisando muito de ajuda, eu peço para amigas minhas responderem também. E assim a gente sustenta esta rede...

Normalmente eu respondo as perguntas no livro de visitas mesmo e também no email pessoal da pessoa. E não é raro que a troca de emails continue por muito tempo após a primeira resposta. As mulheres (e já houve até mesmo um pai, muito preocupado), voltam a me escrever para contar suas histórias de sucesso com a amamentação. Ou para falar das dificuldades que tiveram, acabando por deixarem de amamentar...

Algumas vezes, recebo críticas (de pessoas do mundo real, até memso pessoas da minha família), por que consideram que eu super valorizo a amamentação, que a forma como eu lido com este assunto, faz parecer que é tudo muito simples e que a mãe que não amamenta, é fraca...
Eu nunca disse nada nem parecido com isso e não levo este tipo de crítica à sério, por que pra mim é muito claro que a pessoa está tentando lidar com as limitações dela e não com as minhas.

Amamentar é ótimo, é lindo, emociona, faz bem pra alma e pro corpo de ambos (mãe e filho). Mas ninguém nunca disse que é simples, fácil ou que não existam obstáculos a serem superados. Eles existem sim e vão desde termos que nos adaptar ao novo ritmo das nossas vidas até as dolorosas feridas, passando pelas imensas dúvidas e sentimento de inadequação, solidão, falta de apoio.

É por saber que estas coisas acontecem, por saber que a palavra de uma avó bem intencionada pode acabar com a auto confiança de uma mãe recém parida, que eu apóio incondicionalmente uma mulher que queira amamentar seu bebê. Não basta sabermos que o leite é o melhor alimento para os nossos filhos, nem que é uma das melhores formas de ensinarmos o amor à eles. A teoria é muito simples.

Mas na prática a gente tem que ter fé! Precisa acreditar, mesmo quando ninguém mais acredita! Precisa encontrar apoio em algum lugar e se agarrar à ele, fazer deste apoio a coisa mais importante do mundo e ser capaz de passar por cima dos pitacos de pessoas que, embora bem intencionadas, muitas vezes destróem esta relação tão delicada: mãe x bebê x peito.

Só existe uma situação em que eu apóio o desejo da mãe de desmamar: quando ela se sente agredida de alguma forma, pelo ato da amamentação. A amamentação só funciona como deve se ambos estão felizes e confortáveis no papel que desempenham. Se não for assim, é melhor não continuar.
Mas quando a mãe chega com este tipo de queixa, eu tento encontrar onde está o problema real. Muitas vezes não é exatamente isso que está acontecendo, mas a mãe recebe tantas críticas, se sente tão fraca pra lidar com maridos, avós, colegas de tabalho que não a apóiam, que ela prefere colocar impecilhos e dizer que foi uma decisão dela parar de amamentar.

Eu espero que neste Natal e Novo Ano novas energias rondem este blog e as vidas envolvidas nesta luta...Pra que a gente possa continuar dando o apoio que as outras mulheres precisam. Pra que elas possam ter a experiência que nós tivemos, de amamentar nossos filhos exclusivamente por 6 meses e continuar amamentando até os 2 anos ou mais. E que no futuro próximo, quando seus filhotes estiverem com 4 ou 5 anos, elas se lembrem destes momentos com a ternura que merecem, que estas crianças se lembrem de como foram protegidas e amadas. E no futuro distante, que sejam multiplicadores desta idéia.

PAZ!

escrito por Pati Merlin em 5:18 PM
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Terça-feira, Dezembro 05, 2006

Banco de Leite do Hospital das Clínicas de São Paulo Solicita Ajuda
O Banco de Leite Humano do HC está precisando urgente de doação de potes de vidro para armazenar leite para os recém-nascidos.
Os potes devem ser de vidro, com tampa de plástico, tamanho entre 50 e 250 ml (como os potes de maionese).
O Banco de Leite atende recém-nascidos do HC e outros hospitais que por algum motivo não podem se alimentar no seio da mãe. O leite que é retirado da doadora deve ser guardado em embalagem adequada para que permaneça conservado, não estrague e assim possa nutrir corretamente os bebês. É importante que existam recipientes suficientes para que o leite doado não seja perdido.
Quem puder contribuir, favor entrar em contato com Maria Celestina pelo telefone 3360-1967 para que o hospital busque os potes na casa do doador.

http://www.jornaldoestado.com.br/index.php?VjFSQ1VtUXlWa1pqU0ZKUFVrZDRUMXBYZUhKbFJsSnpWRzFHYVZKclNsWlpWRTVxVUZFOVBRPT0=

escrito por Pati Merlin em 6:00 PM
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Mulheres protestam em aeroportos americanos a favor da amamentação

Centenas de mães que amamentam protestaram nesta terça-feira em aeroportos dos Estados Unidos contra a decisão de uma aeromoça de tirar uma mulher de um avião, incomodada porque estava alimentando a filha no peito.

As mães e outros manifestantes se reuniram em frente aos escritórios da companhia Delta Airlines em 33 aeroportos para expressar seu mal-estar com o incidente e para chamar a atenção da população para a importância do aleitamento, afirmaram os organizadores do protesto.

"Há mulheres caminhando pelas ruas deste país mais decotadas que qualquer mãe que amamente", disse à AFP Ashley Clark, que participava da manifestação no aeroporto internacional JFK de Nova York.

"Não há problema quando (o seio) quase está saltando e, no entanto, as mulheres que estão fazendo algo completamente natural, alimentando seus filhos, são afetadas", acrescentou.

O incidente que deu origem ao protesto ocorreu em 13 de outubro passado e envolveu Emily Gillette, mãe de 27 anos que estava alimentando a filha de 22 meses em um vôo da Freedom Airlines, cuja decolagem atrasou três horas.

Uma aeromoça da companhia, uma linha regional da Delta, pediu a Gillette que se cobrisse com uma manta, pedindo em seguida a ela que deixasse o avião quando se negou a fazê-lo. Gillette estava em um assento junto à janela, no fundo do avião e do lado do marido, enquanto alimentava a filha.

A Freedom Airlines se desculpou publicamente pelo incidente e acrescentou que a aeromoça que pediu para que a mulher descesse do avião havia sido punida.
http://noticias.uol.com.br/ultnot/2006/11/21/ult32u15429.jhtm


escrito por Pati Merlin em 5:59 PM
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Terça-feira, Novembro 21, 2006

EXISTE LEITE FRACO?

São muitas as causas de desmame precoce. Fissuras mamilares e dor, por
exemplo, já foram abordadas aqui no nosso blog. Além disso, algumas
mulheres crêem que seu leite não sustenta o bebê. Acreditam que o
leite materno é "aguado", o que é verdade, pois 87% da sua composição
é água - e isto é muito bom.

Outro motivo para a introdução de complemento é que não se está
produzindo a quantidade que o bebê precisa. Tudo isso é mito, são
crenças sustentadas pelo desconhecimento da psicofisiologia da
lactação, do funcionamento do nosso corpo e da glândula mamária. O
maior estímulo para a produção de leite é o bebê sugar. NÃO é tomar
água, cerveja preta, leite ou canjica. Até a mulher desnutrida produz
leite de qualidade. Por isso, é importante saber como o leite é
produzido.

A sucção do lactante estimula a glândula hipófise anterior
(adenohipófise) a liberar o hormônio PROLACTINA, e este atua para que
haja a secreção láctea - leite anterior, ou "leite da frente".
Mas, para que o leite posterior, ou "leite detrás" apareça, não é tão
simples. É preciso que a mãe esteja bem apoiada e confiante. Neste
estado, a hipófise posterior (neurohipófise) libera o hormônio, a
OCITOCINA, que, agindo em outro tipo de células, as musculares, faz
com que o leite seja liberado, ejetado. Este "outro" leite materno é
mais "gorduroso", fazendo o bebê se sentir mais saciado, aumentando o
intervalo das mamadas e ganhando mais peso.

Com isso, podemos concluir que:

- as mamas não são "depósitos" de leite que esvaziam após as mamadas,
e sim "fábricas" que produzem na hora.

- o leite humano é produzido no peito e na cabeça. Em outras palavras,
a amamentação é um ato psicossomático complexo, por isso, são
imprescindíveis: informação, suporte, conforto e um carinho especial
com esta mulher nessa fase tão delicada.

Vamos recuperar a cultura da amamentação?

Extraído do blog do Dr. Marcus Renato:
http://oglobo.globo.com/blogs/saudebebe/default.asp


escrito por Pati Merlin em 9:30 AM
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Amamentar por obrigação

Uma leitora enviou-me uma mensagem sobre as conseqüências da sua
decisão de NÃO amamentar seu filho:

"Gostaria de saber se há alguma norma ou lei que imponha a mulher a
amamentar, ou se ética e juridicamente ela pode ser punida por esta
opção? Ela pode ser acusada de maus tratos, caso não dê o peito?"

Fiquei sensibilizado e perplexo com este questionamento.
A mulher não tem o dever de amamentar, não é uma imposição legal.
Aliás, nenhuma mulher consegue amamentar obrigada.
Em uma maternidade pública do Rio de Janeiro na década de 80 havia uma
placa de acrílico bem visível no corredor do alojamento conjunto que
dizia: "Aleitamento Materno ¿ Direito da Criança, Dever da Mãe".
Felizmente foi retirada, pois é consenso entre os profissionais
devidamente capacitados em Manejo Clínico da Lactação com enfoque de
gênero e noções de técnica de "Aconselhamento" (OMS), que não se força
uma mulher a dar de mamar. Esta é uma opção individual, de foro
íntimo, uma mãe não pode ser ameaçada ou culpabilizada por esta
escolha.

Realmente, a OMS, UNICEF, Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de
Pediatria, recomendam a amamentação exclusiva por 6 meses e continuada
até 2 anos ou mais, contudo, isto não significa que é uma determinação
que tem que ser cumprida. Há leis, como o Estatuto da Criança e do
Adolescente que incentivam o direito da criança em ser amamentada,
mas, daí ser uma imposição à mulher, é inconcebível.

Entretanto, vale a pena refletir os motivos desta decisão, pois isto
pode ajudar a "resolvê-la". Há mulheres que não foram amamentadas, e
em sua família isto não é regra... Outras, acham que "deformam" as
mamas, e isto significa uma interferência em sua sexualidade... Há
casos de depressão pós-parto que podem ser tratados... Há gravidez não
desejada... Muitas não tem o apoio do companheiro, da família, da
sociedade... Outro dia, uma mãe me disse que se sentia "parasitada",
"espoliada" pelo seu bebê que a "consumia"... Do ponto de vista
orgânico, isto não é verdade, porque o aleitamento traz uma série de
benefícios físicos e emocionais para a mulher. No entanto, do ponto de
vista emocional-psíquico, se ela se sentia desta forma, esta sensação
precisava ser acolhida e "trabalhada"...
Já vimos também, que a amamentação não é algo doloroso, que fere a
mulher. Caso isto, estiver acontecendo, uma assessoria competente deve
ser solicitada.

"Nós somos as escolhas que fizemos."
Meryl Streep

Amamentar é um acordo entre mãe e bebê, algo que deve ser prazeroso
para a família e que merece o nosso apoio delicado.

Aguardo seus comentários.
Agradeço as críticas e sugestões de Barbara Tosta.
Paz e bem.

fonte: http://oglobo.globo.com/blogs/saudebebe/post.asp?cod_post=15174

escrito por Pati Merlin em 9:28 AM
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Quinta-feira, Outubro 19, 2006

Aleitamento Materno: nem tão natural assim quanto parece.

Amamentar, um ato natural.
Amamentar, um ato de amor.
Estas frases, ditas em seqüência, soam sinônimas.
Ganham, ditas em seqüência, uma significação que se contrapõe ao
high-tecnicismo contemporâneo e à modernidade medida em bites.

Amamentar deveria sim, ser um ato natural.
Um ato de amor.
Deveria ser condição estritamente ligada à maternidade, irreversível e
inseparável dela.

Desejar um filho, gerar um filho e criar um filho, alimentando-o com o
próprio leite, deveriam ser a coroação da valorização da própria
espécie e o orgulho maior da raça humana.

Mas um dia alguém achou por bem introduzir leite de outra espécie
animal na alimentação dos nossos bebes.

A idéia original se espalhou com tamanha violência e repercussão tão
tremenda, com aceitação tão estúpida e velocidade tão feroz, que não
demorou muito tempo para que este leite de outro animal começasse a
ser produzido em escala industrial e distribuído em escala mundial.

Com objetivo de desmoralizar o leite materno, este produto heterologo
foi chamado leite maternizado pela industria e este conceito
absurdamente errôneo e enganoso de maternização passou a fazer parte
da cultura da alimentação infantil.

O aleitamento materno ganhava assim um inimigo voraz e um mímico
patético. Perdia com isso seu lugar de destaque na vida mamífera da
raça humana.

Seus inimigos e mimetizadores passaram a impor à humanidade uma
avalanche de riscos e de azares: gastroenterites, desnutrição,
obesidade precoce, privação afetiva, internações arriscadas e óbitos
por causas evitáveis.

Era preciso fazer alguma coisa e recuperar a saúde de nossos bebes.

A amamentação precisava ser reaprendida e reensinada aos nossos
meninos, às nossas meninas, às nossas mães e aos nossos profissionais
de saúde.

Compreendeu-se então que amamentar, mais que um ato natural e além de
um gesto de amor, é uma técnica.

Técnica complexa e com imensa sensibilidade à interferência cultural e
social da população a que ela se aplica.

Estabeleceram-se, com o tempo, parâmetros de observação de mamada,
identificação e prevenção de riscos de desmame precoce, estudos
bioquímico da constituição do leite humano, aprofundamento do
conhecimento da fisiologia da lactação, da fisiopatologia da lactação,
das técnicas de aconselhamento materno, criaram-se metodologias
auxiliares como a Metodologia Mãe Canguru e a instituição dos Bancos
de Leite Humano com objetivo de ampliar o conhecimento da ciência da
amamentação e conduzir seus caminhos de maneira harmonizada com a
civilização moderna.

O aleitamento materno é hoje conhecido e estabelecido portanto como
uma técnica que se bem aplicada é capaz de gerar resultados mais
adequados que quando ignorada ou desobedecida em seus pilares.

Um gesto natural sim, mas nem tão natural assim.

É necessário estar atualizado em relação a seus conceitos e seu manejo
clinico. Ter habilidade cognitiva e sensibilidade quase materna para
driblar as dificuldades de sua implantação e manutenção. É necessário
estar atento aos seus inimigos e munir-se de valores capazes de
enfrentá-los com firmeza, sem perder a ternura jamais, parafraseando
Guevara.

A luta pela implementação de Unidades de Saúde Amigos da Criança, a
adoção da Amamentação por instituições como o Corpo de Bombeiros e a
luta de algumas Universidades como a PUC do Paraná que incluíram o
estudo da Amamentação em sua grade de ensino, aberto a todo pool de
faculdades que a compõe, mostra que o Aleitamento Materno é uma
ciência complexa, maravilhosamente apaixonante, nem tão natural assim,
mas absolutamente necessária.

Lidar com seus diversos aspectos é mais sensato que pulverizar as
mínimas dificuldades de seu manejo com o uso de leites artificiais e
de vaca ou outros quadrúpedes, que felizmente já não são chamados
maternizados pela industria.

Natural é pouco para definir tanta ciência.
Amamentar é um ato de valor.


Luis Alberto Mussa Tavares
Medico da Unidade Neonatal do Hospital dos Plantadores de Cana de Campos.
www.fotolog.net/amamentando
lamtavares@uol.com.br


escrito por Pati Merlin em 5:36 PM
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Domingo, Outubro 08, 2006

Mais dicas para o desmame.

Primeira e importante questão:
PORQUE desmamar?

Pergunte-se a razão da sua decisão. Não há uma época definida para o desmame, pois esse processo é muito diferente para cada mamãe e bebê. Não há uma razão padrão para a decisão do desmame. As razões são tão variadas quanto as próprias mães e crianças amamentadas. Cada filho seu vai precisar de uma decisão separada sobre o desmame.

1) Devagar é melhor:
Se voce permitir que o processo ocorra gradualmente (num período de alguns meses), seu bebê e seu corpo irão se ajustando fazendo o processo mais fácil para ambos.

2) O primeiro passo para o desmame:
Tente o metodo: "não ofereca, não recuse". Isso funciona como um "teste" de quão fácil ou difícil o desmame será. Continue amamentando quando seu bebe pedir, mas não ofereça o tempo todo, automaticamente como algumas mães costumam fazer.
O que pode ser surpreendente é descobrir que algumas criancas estão tão prontas quanto as mães para comecar o processo de desmame. Nesse caso, elas estarão abertas a uma rotina que não inclua amamentação.

3) Distração funciona:
Bebês são ativos, ocupados sempre, tire proveito dessa característica e tente distraí-lo com alguma coisa na hora que ele pede para mamar. Por exemplo, se seu filho geralmente mama quando acorda, você pode chegar com um brinquedo legal ou abrir as janelas e convide-o para ver os passarinhos lá fora. Nas primeiras vezes que você fizer isso seu bebê pode ficar confuso e reclamar um pouco, mas persista um pouco com a distração. Tente mais algumas vezes, mas se o bebê reclamar, chorar muito, amamente. Continue tentando de novo mais pra frente, um belo dia seu bebê vai te surpreender e pedirá pra abrir a janela para ver os passarinhos. Na hora de dormir, uma dica: se voce sempre dá de mamar após contar uma estória, prolongue essa estória de modo que ele durma antes do fim.

4) Num minutinho:
A tática do "atraso": "Você pode mamar depois que eu terminar de dobrar as roupas", aí quando você olhar ele vai estar ocupado com outras coisas. Ofereca o peito após terminar com as roupas, se seu bebe ainda quiser. Isso reforça a confianca e mostra ao seu bebê que você não está ignorando suas necessidades. Você pode até tentar mais atraso: "Vamos esperar a hora da soneca". Isso pode ser um modo efetivo de reduzir o número de sessões de amamentação diária.

5) Substitua leite materno por comidas sólidas:
Outra técnica que pode ajudar é substituir a mamada por mais comidas (se seu bebê já come e gosta comidas solidas. Se isso já acontece você pode tentar substituir outras formas de conforto e atenção das mamadas por coisas como ler livros, abraços, brincar juntos.

6) Evite seus cantinhos de mamar:
A maioria das mães tem um ou dois lugares favoritos para mamar, uma poltrona por exemplo. Se você quiser encorajar o desmame, deve evitar esses lugares que podem despertar no seu bebê o desejo de mamar. Encontre outros lugares e combine essa dica com a técnica de distração.

7) Encurte as sessões de mamar:
Outro passo em direção ao desmame é encurtar o tempo que você geralmente amamenta seu filho, e tente incluir uma distração no final da sessão.

8) Substitua mamar por brincar:
Algumas mães (às vezes mesmo sem perceber) usam a hora de amamentar como uma maneira de ter um tempo quieto e relaxante com seus bebês. Faça a decisão consciente de substituir essa sessão de mamar por um sessão de brincadeiras, em que você dá atenção completa o tempo todo. Seu bebê pode ficar tão contente com isso que poderá até esquecer de pedir para mamar.

9) Peça ajuda ao pai:
Já que mamãe é igual a leite, peçaa ao seu marido para ficar com a criança nas horas em que ele geralmente mamaria, como por exemplo quando ele acorda ou antes de dormir. Isso requer mais paciência e jeitinho, mas pode ser uma ótima forma de criar novos padrões na rotina diária do bebê que não envolve amamentar.

10) A danca do desmame:
Não se surpreenda se seu bebê "captar" seu desejo de desmamar e de repente pedir para mamar como um recém-nascido! Essa é uma resposta natural a uma grande mudança na vidinha deles. Se você atender os desejos e der de mamar por 1-2 dias, isso geralmente passa, e você pode seguir em frente na direção do desmame de novo.

Geralmente o progresso do desmame NÃO é uma linha reta, é mais como uma danca. Mas se você guiar essa danca com afeto e sensibilidade, acabará dançando no ritmo que escolheu.

Extraido do livro "Gentle Baby Care", by Elizabeth Pantley.



escrito por Pati Merlin em 4:51 PM
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Sexta-feira, Setembro 22, 2006

Desmame: fatos e mitos
Elsa Regina Justo Giugliani*

O homem é o único mamífero em que o desmame (aqui definido como a
cessação do aleitamento materno) não é primariamente determinado por
fatores genéticos e instinto, sendo fortemente influenciado por
fatores sócioculturais. Hoje, ao contrário do que ocorreu por pelo
menos dois milhões de anos, ao longo da evolução da espécie humana, a
mulher opta (ou não) pela amamentação e, influenciada por múltiplos
fatores, decide por quanto tempo vai (ou pode) amamentar. Muitas
vezes, as preferências culturais (não amamentação, introdução precoce
de outros alimentos na dieta da criança, amamentação de curta duração)
entram em conflito com a expectativa da espécie.

Algumas conseqüências dessa divergência já puderam ser observadas,
como desnutrição e alta mortalidade infantis, sobretudo em áreas menos
desenvolvidas. Porém, as conseqüências a longo prazo ainda não são
totalmente conhecidas, já que transformações genéticas não ocorrem com
a rapidez com que podem ocorrer mudanças de hábitos. Começam a ser
mostradas evidências de que o não amamentar segundo as expectativas da
espécie pode ter repercussões negativas ao longo da vida dos
indivíduos. Assim, a não-amamentação ou amamentação sub-ótima podem
favorecer o aparecimento de doenças alérgicas, diversas doenças do
sistema imunológico, alguns tipos de cânceres, obesidade, diabete e
doenças cardiovasculares, além de interferir negativamente no
desenvolvimento oro-facial. Provavelmente, com o aparecimento de
novas pesquisas nessa área, outros males serão relacionados com os
hábitos "modernos" de alimentação infantil, mas alguns aspectos
dificilmente podem ser quantificados, especialmente os relacionados
com a psique humana.

Atualmente, em especial nas sociedades ocidentais, a amamentação é
vista primordialmente como uma forma de alimentar a criança, sob o
controle total dos adultos. Assim, perdeu-se a percepção da
amamentação como um processo mais amplo, complexo, envolvendo
intimamente duas pessoas e com repercussão na saúde física e no
desenvolvimento cognitivo e emocional da criança, além de repercussões
para a saúde física e psíquica da mãe. Hoje, em muitas culturas
"modernas", a amamentação prolongada (cujo conceito varia de acordo
com a "convenção" da época e do local) freqüentemente é vista como um
distúrbio inter-relacional entre mãe e bebê.

Perdeu-se a noção de que o desmame não é um evento e sim um processo,
que faz parte da evolução da mulher como mãe e do desenvolvimento da
criança, assim como sentar, andar, correr, falar. Nesta lógica, assim
como nenhuma criança começa a andar antes de estar pronta, nenhuma
criança deveria ser desmamada antes de atingir a maturidade para tal.
Em harmonia com esta linha de pensamento, Dr. William Sears, um antigo
pediatra, recomendava: "Não limite a duração da amamentação a um
período pré-determinado. Siga os sinais do bebê. A vida é uma série
de desmames, do útero, do seio, de casa para a escola, da escola para
o trabalho. Quando uma criança é forçada a entrar em um estágio antes
de estar pronta, corre o risco de afetar o seu desenvolvimento
emocional". Essas palavras sábias podem ter pouco respaldo em
sociedades individualistas, que tendem a acelerar o processo de
independização do ser humano, substituindo o seio por métodos de
auto-consolo como chupetas, paninhos, mantinhas, ursinhos, etc.

Segundo diversas teorias, o período natural de amamentação para a
espécie humana seria de 2,5 a sete anos. Atualmente, a Organização
Mundial da Saúde recomenda aleitamento materno por dois anos ou mais,
sendo exclusivo nos primeiros seis meses. Apesar dessa recomendação,
poucas mulheres no Brasil amamentam por mais de dois anos. As razões
para a não amamentação prolongada variam desde dificuldade em
conciliar a amamentação com outras atividades, até crença de que
aleitamento materno além do primeiro ano é danoso para a criança sob o
ponto-de-vista psicológico. Uma parcela de mães, apesar de demonstrar
desejo em continuar a amamentação, sente-se pressionada a desmamar por
profissionais de saúde, seus maridos, parentes, vizinhos e amigos.
Para a manutenção do paradigma que sustenta a afirmação de que
amamentação prolongada não é natural, foi necessário criar vários
mitos, tais como o de que uma criança jamais desmama por si própria,
que a amamentação prolongada é um sinal de problema sexual ou
necessidade materna e não da criança e que a criança que mama fica
muito dependente. Algumas mães, de fato, desmamam para promover a
independência da criança. No entanto, é importante lembrar que o
desmame provavelmente não vai mudar a personalidade da criança. Além
disso, o desmame forçado pode gerar insegurança na criança, o que
dificulta o processo de independização.

O desmame pode ser agrupado em quatro categorias básicas: abrupto,
planejado ou gradual, parcial e natural. Sob a ótica de que o desmame
é um processo de desenvolvimento da criança, parece razoável afirmar
que o ideal seria que ele ocorresse naturalmente, na medida em que a
criança vai adquirindo competências para tal. No desmame natural a
criança se auto-desmama, o que pode ocorrer em diferentes idades, em
média entre dois e quatro anos e raramente antes de um ano. Costuma
ser gradual, mas às vezes pode ser súbito, como por exemplo em uma
nova gravidez da mãe (a criança pode estranhar o gosto do leite, que
se altera, e o volume, que diminui). A mãe também participa ativamente
no processo, sugerindo passos quando a criança estiver pronta para
aceitá-los e impondo limites adequados à idade.

O Quadro 1 apresenta os sinais indicativos de que criança pode estar
pronta para iniciar o desmame. É importante que a mãe não confunda o
auto-desmame natural com a chamada "greve de amamentação" do bebê.
Esta ocorre principalmente em crianças menores de um ano, é de início
súbito e inesperado, a criança parece insatisfeita e em geral é
possível identificar uma causa: doença, dentição, diminuição do volume
ou sabor do leite, estresse e excesso de mamadeira ou chupeta. Essa
condição usualmente não dura mais que 2-4 dias.

Algumas vantagens do desmame natural encontram-se no Quadro 2.
O desmame abrupto é desencorajado, pois se a criança não está pronta, ela pode
se sentir rejeitada pela mãe, gerando insegurança e muitas vezes rebeldia. Na
mãe, o desmame abrupto pode precipitar ingurgitamento mamário,
bloqueio de ducto lactífero e mastite, além de tristeza ou depressão,
por luto pela perda da amamentação ou por mudanças hormonais.

Muitas vezes a mulher se depara com a situação de querer ou ter que
desmamar antes de a criança estar pronta. Nesses casos, o profissional
de saúde, em especial o pediatra, deve respeitar o desejo da mãe e
ajudá-la nesse processo.

O Quadro 3 apresenta os fatores que facilitam o encorajamento do bebê
para o desmame.
A técnica utilizada para fazer a criança desmamar varia de acordo com
a idade da mesma. Se a criança for maior, o desmame pode ser planejado
com ela. Pode-se propor uma data, oferecer uma recompensa e até mesmo
uma festa. A mãe pode começar não oferecendo o seio, mas também não
recusando. Pode também encurtar as mamadas e adiá-las. Mamadas podem
ser suprimidas distraindo a criança com brincadeiras, chamando
amiguinhos, entretendo a criança com algo que lhe prenda a atenção. A
participação do pai no processo, sempre que possível, é importante.

A mãe pode também evitar certas atitudes que estimulam a criança a
mamar, por exemplo, não sentar na poltrona em que costuma amamentar.
Algumas vezes, o desmame forçado gera tanta ansiedade na mãe e no
bebê, que é preferível adiar um pouco mais o processo, se possível. A
mãe pode, também, optar por restringir as mamadas a certos horários e
locais.

Quadro 1 - Sinais sugestivos de que a criança está madura para o
desmame mãe e bebê.

*Idade maior que um ano.
*Menos interesse nas mamadas.
*Aceita variedade de outros alimentos.
*É segura na sua relação com a mãe.
*Aceita outras formas de consolo.
*Aceita não ser amamentada em certas ocasiões e locais.
*Às vezes dorme sem mamar no peito.
*Mostra pouca ansiedade quando encorajada a não amamentar.
*Às vezes prefere brincar ou fazer outra atividade com a mãe ao invés de mamar.

Quadro 2 - Vantagens do desmame natural
*Transição tranqüila, menos estressante para a mãe e a criança.
*Preenche as necessidades da criança até elas estarem maduras para o desmame.
*Fortalece a relação mãe-filho.¿ Ajuda a mãe a ser menos ansiosa com
relação aos estágios de desenvolvimento de seu filho.

Quadro 3 - Encorajando o bebê a desmamar: facilitadores
*Mãe segura de que quer (ou deve) desmamar.
*Entendimento da mãe de que o processo pode ser lento e demandar
energia, tanto maior quanto menos pronta estiver a criança.
*Flexibilidade, pois o curso é imprevisível.
*Paciência (dar tempo à criança) e compreensão.
*Suporte e atenção adicionais à criança ¿ mãe não deve se afastar
neste período.
*Ausência de outras mudanças ocorrendo, como, por exemplo, controle
dos esfíncteres.
*Sempre que possível, desmame gradual, retirando uma mamada do dia a
cada 1-2 semanas.

As mulheres devem estar preparadas para as mudanças físicas e
emocionais que o desmame pode desencadear, tais como: mudança de
tamanho das mamas, mudança de peso e sentimentos diversos, tais como
alívio, paz, tristeza, depressão, culpa e arrependimento. Já se
avançou muito na valorização do aleitamento materno nos últimos
tempos. A recomendação da duração da amamentação passou de 10 meses na
década de 30 para dois anos, ou mais, nos dias de hoje. Atualmente,
fala-se em desmame natural como a forma ideal de desmame, sem
especificar uma idade mínima ou máxima para que esse processo ocorra.
Apesar desse avanço, ainda estamos longe de encararmos o desmame como
um marco do desenvolvimento da criança. Para chegarmos a este estágio,
faz-se necessário entender e enfrentar as circunstâncias que, segundo
Souza e Almeida, "ultrapassam a natureza e desafiam a cultura e a
sociedade".

escrito por Pati Merlin em 12:33 PM
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Sexta-feira, Junho 23, 2006

Otites: as infecções do ouvido
"As infecções do ouvido, chamadas de otites, são doenças muito comuns, principalmente na infância. São doenças benignas, mas que se não tratadas corretamente podem levar a perda da audição. Alguns cuidados simples devem ser tomados para ajudar a prevenir o seu aparecimento".

Introdução

Otite é o termo médico usado para toda infecção do ouvido, que pode ocorrer no ouvido externo ou médio e pode ser aguda ou crônica.

O ouvido, órgão com a função de audição e equilíbrio, possui três divisões. A primeira, a orelha externa compreende o pavilhão auricular e o conduto auditivo externo, revestidos por pele, que termina na membrana chamada tímpano. Sua função é localizar a fonte sonora, amplificá-la e levá-la até o ouvido médio. Esta é uma cavidade preenchida por ar e que se localiza dentro do osso temporal (osso que faz parte do crânio) e contêm três pequenos ossos, o martelo, a bigorna e o estribo, que amplificam o som que chega à membrana timpânica para a parte mais interna do ouvido, o labirinto. No ouvido médio também se localiza a tuba auditiva, ou trompa de Eustáquio, que estabelece ligação com o nariz (fato importante na origem da otite média) e que é utilizada para igualar a pressão do ar entre a ouvido médio e o ambiente externo (por isso quando descemos a serra bocejamos ou deglutimos para "desentupir" o ouvido). O labirinto possui uma parte destinada a percepção dos sons, chamada de cóclea, e à conversão das ondas sonoras para estímulos elétricos que serão levados até o cérebro, e outra que contribui para o equilíbrio do corpo. A infecção da orelha externa é chamada otite externa e do ouvido médio é chamada otite média.

Otite externa

A otite externa é mais comumente causada pela infecção por bactérias e fungos. Na maior parte das vezes, eles penetram através de lesões na pele que recobre a orelha externa provocadas por objetos (cotonetes, grampos, por exemplo), por atritos ao coçar ou secar o ouvido e pelo contato com água contaminada (mar, piscina, banhos). O contato freqüente com a água pode facilitar a remoção da cera que serve de proteção para o canal auditivo. Por isso, a otite externa também é conhecida como otite dos nadadores.

Ocorre uma dor intensa e diminuição da audição. Em alguns casos, podem aparecer secreção e coceira. O diagnóstico é feito considerando os sintomas e por meio do exame otológico que permite visualizar o interior do ouvido.

O tratamento da otite externa inclui analgésicos. Antibióticos e antifúngicos são usados como medicação tópica (gotas). Calor local ajuda a aliviar a dor e, no caso de haver coceira, aspirar a secreção pode ser a conduta indicada.

Otite média

A otite média é a segunda doença mais comum da infância, após as infecções de vias aéreas superiores. Segundo um estudo epidemiológico, aos 12 meses de idade cerca de 2/3 das crianças já apresentaram pelo menos um episódio de Otite Média Aguda (OMA), e aos 3 anos cerca de 46% já tiveram 3 ou mais episódios de OMA. Além disso, o estudo mostrava haver dois picos de incidência de OMA: entre 6 e 11 meses de idade (pico mais importante) e entre 4 e 5 anos de idade. Mas pode ocorrer em pessoas de qualquer idade.

A otite média aguda é uma infecção por bactérias ou vírus que provoca inflamação e/ou obstruções que se não for tratada pode levar à perda total da audição. Costuma ocorrer durante ou logo após gripes, resfriados, infecções na garganta ou respiratórias, como uma complicação. Os vírus e bactérias, normalmente infectando o nariz e faringe, ascendem pela tuba auditiva e causam acúmulo de pus dentro do ouvido médio. A pressão exercida por esta secreção levará a dor, febre e diminuição da audição. Algumas vezes ela chega a ser tão intensa que leva à ruptura da membrana timpânica e saída de secreção purulenta misturada com sangue pelo conduto externo (otite média aguda supurada).

Os principais sintomas são, portanto, a dor muito forte, diminuição da audição, febre, falta de apetite e secreção local. O diagnóstico se baseia no levantamento dos sintomas e no exame do ouvido com aparelhos específicos como o otoscópio.

O tratamento requer o uso de antibióticos e analgésicos. Em dois ou três dias, a febre desaparece, mas a audição pode leva mais tempo para voltar ao normal. Se a perda auditiva não regredir, pode ser sinal de secreção retida atrás do ouvido médio, que será retirada cirurgicamente através de uma pequena incisão no tímpano. O tímpano geralmente se regenera espontaneamente.

Vacinas contra o Haemophilus influenza e o Streptococcus pneumoniae protegem as crianças de uma série de infecções menores, entre elas a otite média e a amigdalite. Especialmente a vacina contra o pneumococo, consegue reduzir a incidência de otite em 6% ou 7% da população infantil.

A otite média serosa é caracterizada pela presença de secreção inflamatória (serosa). Em geral se manifesta por perda auditiva e otites agudas de repetição. Está relacionada à obstrução da tuba auditiva, podendo fazer parte do quadro clínico das alergias das vias aéreas superiores, aumento da adenóide e sinusites. Como quadro assintomático, o diagnóstico é realizado, casualmente, no exame do ouvido realizado nas consultas de "rotina". Seu tratamento pode ser clínico, com resolução espontânea, e/ou cirúrgico.

A otite média crônica se caracteriza por uma história mais arrastada, com duração de 3 meses ou mais. É a principal responsável pela queda da audição em crianças e, conseqüentemente, do aprendizado. Em geral apresenta uma perfuração permanente na membrana do tímpano como seqüela de uma otite média aguda mal tratada e que esporadicamente se infecta (sobretudo quando há entrada de água pelo conduto) manifestando-se pela presença de secreção. As constantes reinfecções desta cavidade podem levar a seqüelas irreversíveis na audição e ainda possibilitar o crescimento de pequenas massas, os chamados colesteatomas, que passam a invadir o ouvido médio causando grandes complicações. O tratamento da otite média crônica inclui controle da infecção (em geral gotas tópicas) e proteção contra entrada de água e até o tratamento cirúrgico. A cirurgia visa evitar novas infecções e secundariamente tentar recuperar a audição que restou daquele ouvido.

Recomendações

¿ Evite o uso de cotonetes, pois podem retirar a cera protetora do ouvido ou empurrá-la para dentro do canal auditivo ou até mesmo machucá-lo;
¿ Utilize protetores macios para evitar a entrada de água quando for nadar;
¿ Limpe, com freqüência, as secreções nasais provocadas por gripes e resfriados, para evitar que o catarro se acumule no nariz e na garganta. Essa recomendação vale especialmente para bebês e crianças pequenas;
¿ Nunca amamente seu bebê deitado. Essa posição favorece a entrada de líquidos em sua tuba auditiva que predispõe infecções;
¿ Não introduza objetos que possam ferir a pele para limpar ou coçar o ouvido;
¿ Enxugue a orelha com cuidado, usando uma toalha macia enrolada na ponta do dedo;
¿ Cuidado com a automedicação e não siga sugestões de conhecidos para aliviar a dor de ouvido;
¿ Procure atendimento médico sempre que apresentar dor de ouvido, coceira intensa ou diminuição de audição.

Copyright © 2005 Bibliomed, Inc. 25 de Agosto de 2005

http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=4779&LibCatID=5&fromhome=yes

escrito por Pati Merlin em 2:38 PM
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Sexta-feira, Junho 02, 2006

O LEITE MATERNO É UM "ANTIBIÓTICO" NATURAL E UMA SUPER VACINA

Entrevista da Dra. Gro Nylander, médica da Noruega, onde 98% dos recém nascidos são amamentados e 80% continuam no peito até completarem 6 meses. Um país que as práticas hospitalares estimulam o aleitamento, as mulheres gozam de 10 meses de licença maternidade com tudo pago e as nutrizes trabalhadoras tem um descanso de 2 horas em seu turno de trabalho para amamentar.

"Deixemos de lado minha idade... Sou mãe de 4 filhos que estão na casa dos 30 anos e avó de 4 netos. Estou casada. Sou norueguesa e vivo em Oslo. Sou obstetra do Hospital da Universidade de Oslo, Diretora do Centro Nacional de Aleitamento Materno, o primeiro do mundo. Promovo a amamentação: que traz benefícios sem fim !"

Víctor-M. Amela ¿ La Vanguardia, Espanha faz as perguntas.

-O que tem no leite materno que não tem nos outros leites ?
-é a embalagem mais bela do mundo...

-Totalmente de acordo!
-...e milhares de benefícios para a saúde do bebê e da mulher.

-Milhares ?
-são os já confirmados por estudos científicos... porém, cada dia descobrimos alguma nova vantagem do aleitamento materno ! E tanto para o bebê como para a mãe.

-Qual a vantagem principal ?
-é uma vacina natural ! Os anticorpos que a mãe possui passa com seu leite ao bebê que mama; assim o lactente fica imunizado contra os germens do ambiente materno !

-E o bebê adoece menos?
-Sim: sofre menos infecções. Veja, há pouco tempo em Oslo, houve uma epidemia de diarréia entre crianças de 4 anos; descobrimos que era causada por um vírus, freqüente no Paquistão, e não respondia a nenhum tratamento...

-As crianças não tinham defesa, deduzo.
-Então nos ocorreu dar-lhes leite materno de uma mulher do Paquistão: se curaram !

-Bravo ! Há algum leite que imita o leite materno, que possa substituí-lo?
-Estes leites artificiais ¿ está vedado chamá-los de "maternizados": é publicidade enganosa ! São cada dia melhores, porém estão a anos-luz dos benefícios do leite materno.

-Continue enumerando-os, por favor.
-A mortalidade infantil no primeiro ano de vida é muito inferior entre os bebês com aleitamento natural. E há menos casos de morte
súbita.

-Por que?
-Provavelmente porque estão mais blindados contra infecções respiratórias.

-Mais sadios?
-Sofrem menos de anemias: o ferro do leite materno é totalmente absorvido, e os das fórmulas infantis são mal absorvidos.

-Como isto afeta o crescimento da criança?
-Temos constatado que os adolescentes que foram amamentados quando bebês são menos propensos a obesidade que outros.

-Curioso...
- Muito importante: a obesidade mata hoje mais gente que a fome em todo o mundo !

-E a amamentação afeta de algum modo o desenvolvimento intelectual do bebê?
-Sim. A grande riqueza em ácidos graxos de cadeia longa (ômega-3) que contém no leite materno favorece o desenvolvimento do cérebro. O QI (quociente intelectual) dessas crianças supera de 5 à 10 pontos o dos outros.

-Tudo é benéfico!
-O desenvolvimento psicomotor também melhora graças ao leite materno. E o emocional, graças ao contato físico, o pele-a-pele...

-E quanto tempo convém dar de mamar para usufruir de todos estas vantagens?
-Durante os primeiros 6 meses convém dar só peito. E durante os 6 meses seguintes, peito mais outros alimentos.

-E já temos o bebê com 1 aninho.
-A OMS aconselha seguir dando o peito até 2 anos ou mais. Os indígenas e outros povos primitivos prolongam a amamentação até 3 ou 4 anos. Isto seria o natural !

-Tanto?
-Já me advertiram que afirmar isto na Espanha é quase um tabu... Essas crianças quase não adoecem, não necessitam de antibióticos: o leite materno é seu antibiótico natural ! Sem falar da riquíssima absorção de suas proteínas.

-Porém... a criança não morderá esse peito?
-Caso o faça, deve-se aperta-lo contra o peito: é impossível morder com a boca cheia.. ! Porém a criança está feliz e não morde.

-Que conselho daria à uma mãe de primeira viagem para dar corretamente o peito?
-Assim que o bebê nasça, que o coloque entre as mamas e o deixem com ela. Esse bebê cheira, busca, se aproxima do peito e, antes de uma hora, já está mamando !

-Assim tão fácil?
-Claro ! É um instinto de busca derivado de milhões de anos de seleção natural... E temos comprovado que quantas mais horas
prorrogarmos em oferecer o peito ao bebê..., pior: mais reflexos haverá perdido, mais lento e esgotado estará e mais lhe custará
começar a mamar.

-O que pode desesperar a mãe que amamenta...
-Não há que apressa-la, nem ela ou seu bebê. Calma ! E que nem ela¿nem ninguém¿esfregue ou aperte com os dedos os mamilos para prepará-los ! É um erro: só a boca do bebê deve tocar os bicos dos seios. A mãe deve ficar somente com o bebê, e deixar que o bebê busque...

-Tranqüilamente.
-Sim. Ah: e que ninguém lhe dê mamadeira.

-Por que não?
-Sugar um bico de mamadeira é como sugar um espaqueti, e sugar um peito é como meter na boca um hambúrguer. Se acostumas o bebê à mamadeira, logo lhe custará mais sugar bem o peito.

-A aréola?
-Para que a sucção seja correta, a boca do bebê deve abarcar não somente o mamilo, senão também parte do peito ¿ a aréola.

-E não faz cair as mamas?
-Não ! A queda do peito é derivada do aumento durante a gravidez e logo desincham: nada tem a ver com o aleitamento.

-Ainda assim, há mulheres que preferem evitar a dependência pessoal da amamentação...
-Pois lhes darei outro dado: para cada ano que a mulher dá de mamar, reduz em uns 4,6% seus risco de sofrer de câncer de mama ! Que é o câncer que mais mata mulheres na Espanha...

-Se eu fosse mulher e mãe, não duvidaria...
-Pois é, além do que afastaria osteoporose na velhice: hoje sabemos que dar de mamar renova o cálcio do esqueleto e o reforça.

-E quantas vezes ao dia deve-se dar o peito?
-Toda vez que o bebê desejar. É o ideal: os peitos adequam sua produção de leite à demanda. E é servido na temperatura ideal.

Tradução de Marcus Renato de Carvalho-exclusivo para o www.aleitamento.com
Autor: Dra. Gro Nylander
Data: 16/6/2005

escrito por Pati Merlin em 8:42 PM
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Quarta-feira, Maio 10, 2006

Rede de mulheres faz ação pública pelo parto normal em cinco capitais no Dia das Mães


No mês em que se comemora o Dia das Mães e a Semana Mundial de Respeito ao Nascimento, a rede Parto do Princípio, que reúne 200 ativistas em 13 estados brasileiros, vai às ruas para homenagear as mães brasileiras e incentivar uma nova forma de gestar, parir e nascer.



A ação coordenada acontece no sábado, dia 13 de maio, em São Paulo (Parque Ibirapuera - das 14:30 às 17 hs), Rio de Janeiro (Parque dos Patins - das 11 às 14 hs), Recife (Parque da Jaqueira - das 15:30) e Porto Alegre (Parque da Redenção - das 11 às 13 hs).
Em Salvador o evento ocorrerá no final da passarela que liga a Rodoviária com o Shopping Iguatemi, ocorrendo em frente a entrada do mesmo, das 12:00 hs as 13:30 hs, marcando, também, o lançamento do Núcleo Salvador. O evento terá a participação da Dep. Estadual Lidice da Mata.
As ativistas estarão vestidas com a camiseta da Parto do Princípio e vão dar um presente para as mulheres em homenagem ao Dia das Mães. Haverá também a distribuição de panfletos de incentivo ao parto normal ativo e protesto contra o uso indiscriminado da cesariana no Brasil.

A ação também divulgará o novo site da rede (www.partodoprincipio.com.br), que reestréia esta semana totalmente reformulado: novo layout, novos artigos (que exploram a fundo a questão da dor do parto), novas seções (notícias, relatos de partos, entre outras) e uma entrevista exclusiva com Renata Dias Gomes, neta de dois gênios da dramaturgia brasileira, Janete Clair e Dias Gomes. Ela fala sobre seu parto natural hospitalar, seu ativismo pró-parto-normal e a vida como roteirista de telenovelas.

O novo site está lançando ainda a Campanha pelo Fim da Taxa do Acompanhante nas Maternidades Particulares, que pretende levar um abaixo-assinado ao Congresso Nacional, pedindo que a Lei do Acompanhante (recém-aprovada para o SUS, garantindo a presença acompanhante no momento do parto) passe a valer também para os hospitais privados, sem custos para a gestante.

A ação pública e o novo site representam a participação 'antecipada' da Parto do Princípio na Semana Mundial de Respeito ao Nascimento, promovida pela ONG francesa AFAR (www.smar.info), que acontece de 15 e 21 de maio, em diversos países da Europa e na Argentina. O objetivo geral do movimento é protestar contra o uso excessivo de intervenções médicas no momento do nascimento, os desnecessários protocolos hospitalares e a industrialização do processo de nascimento.


*INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES*

Desde seu lançamento, em 8 de março, Dia da Mulher, a Parto do Princípio - Mulheres em Rede pela Maternidade Ativa, vem tendo repercussão muito positiva tanto na mídia quanto na sociedade civil. Durante a semana de estréia do site, por exemplo, foram dadas mais de 20 entrevistas para a mídia, o site recebeu mais de 2 mil acessos e o movimento conquistou 50 novas filiações.

"Nosso objetivo é oferecer 'apoio de mulher para mulher' para quem está grávida ou planeja ficar", diz Ingrid Lotfi, uma das idealizadoras do movimento formado por uma rede virtual de mulheres brasileiras, que trabalham diariamente pela internet na divulgação dos benefícios do parto normal ativo.

O próximo passo é registrar o movimento como ONG, o que deve acontecer ainda este ano para que a Parto do Princípio possa ampliar seu papel enquanto canal de informação e apoio às gestantes que desejam ter um parto normal ativo, mas enfrentam os inúmeros obstáculos no sistema obstétrico brasileiro, que registra altas taxas de cesariana (27% na rede pública e 80% na rede particular de saúde).

O movimento prevê ainda uma série de ações de alcance local e nacional. Conheça algumas delas:

- Promover encontros presenciais gratuitos de apoio e discussão sobre gravidez, parto e pós-parto em todas as cidades onde exista uma representante da rede.

- Articular o envio de críticas e reclamações para veículos de comunicação que divulgarem informações equivocadas sobre gravidez e parto.

- Conquistar espaço na mídia para divulgar informação de qualidade sobre gravidez e parto, sempre alinhadas com as recomendações da Organização Mundial de Saúde.

- Produzir uma cartilha para divulgação dos benefícios do parto normal ativo.

- Oferecer material de divulgação e realizar palestras com informação de qualidade em comunidades locais (igrejas, empresas, escolas, etc).

- Representar a 'voz das mulheres' em eventos científicos e sociais de saúde da mulher, saúde infantil e saúde reprodutiva (congressos, conferências médicas, feiras).

- Produzir documentários, vídeos e programas de rádio educativos para distribuição e veiculação gratuitas em todo o Brasil.

- Produzir campanhas contra o desrespeito e descumprimento dos direitos da mulher nas instituições públicas e particulares.

- Realizar um Congresso Anual para discussão de conquistas e metas das mulheres na luta pela humanização do nascimento e melhoria no atendimento ao parto no Brasil.

- Promover uma comissão política responsável pela elaboração de documentos, manifestos, abaixo-assinados e articulação de projetos de lei municipais, estaduais e federais.


*FICHA TÉCNICA*

Evento:
Ação Parto do Princípio no Dia das Mães

Data:
Sábado, 13 de maio

Locais:

São Paulo - Parque Ibirapuera - Praça do Porquinho - portão 6
Horário: das 14:30 às 17 hs

Rio de Janeiro - Parque dos Patins
Horário: das 11 às 14 hs

Recife - Parque da Jaqueira
Horário: das 15h30 às 17hs

Porto Alegre - Parque da Redenção
Horário: das 11 às 13 hs

Salvador - em frente ao Shopping Iguatemi, final da passarela entre a Rodoviária e o Shopping
Horário: das 12 às 13:30 hs


*MAIS INFORMAÇÕES SOBRE A AÇÃO*

SP
Roberta Marcinkowski - roberta@partodoprincipio.com.br
Tel. (11) 3272-8908 / 8208-2119

Daniela Buono - danibuono@partodoprincipio.com.br
Tels. (11) 5536-0182 / 8158-7004

Ana Cristina Duarte - anacris@partodoprincipio.com.br
Tels. (11) 3727-1735 / 9806-7090

Luiza Naked - luiza@partodoprincipio.com.br
Tel. (11) 9274-3731

Renata Penna - repenna@partodoprincipio.com.br
Tels. (11) 61626654 / 81444816

RJ
Maíra Libertad Soligo Takemoto - maira@partodoprincipio.com.br
Tel. (21) 8204-9279

Ingrid Oliviera Lotfi - ingrid@partodoprincipio.com.br
Tel. (22) 2453-4368 / 9321-2989

RS
Larissa Grandi
Tel. (51) 3249-6034 / 9986-7488 - larissa@partodoprincipio.com.br

BA
Monica Camões - monicatcamoes@hotmail.com
Tel. (71) 3334-5346

PE
Moema Silva - moemasilva@terra.com.br
Tel. (81) 9635-5313 / 3468-7921

Daniela Gayoso - dangayoso@oi.com.br
Tel. (81) 9973-8035 / 3454-2505

Julia Morim - jmorim@yahoo.com
Tel. (81) 9979-8817 / 3266-5043

Marina Maria - marinamts@gmail.com
Tel. (81) 8805-2105 / 3274-0444

escrito por Bartira em 11:56 PM
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